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É o modelo predileto do lendário atleta queniano e Record esteve a testá-lo
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Num mercado cada vez mais competitivo, com marcas a lançarem novos modelos de relógios de forma bastante regular e sempre com atualizações e melhorias interessantes, há uma que se destaca das demais nos últimos tempos e que tem conseguido começar a dar luta à tradicional Garmin, a toda poderosa que durante largos anos foi a grande dominadora do segmento e não deixava sequer grande espaço à concorrência. A Garmin ainda domina, é certo, mas há um novo concorrente em campo e com muito para dar: a Coros.
E se dúvidas houvesse da qualidade e da aposta que a marca norte-americana quer fazer, basta olhar para os atletas de elite que neste momento são por si patrocinados, como por exemplo o homem mais rápido do Mundo da maratona, o queniano Eliud Kipchoge, a sua equipa NN Running Team ou, então, por cá Samuel Barata, atleta do Benfica que tem sido o mais rápido de forma regular na meia maratona e noutras distâncias mais curtas.
Nos seus pulsos andam vários relógios da marca, mas aquele que os parece ter conquistado foi precisamente aquele que Record teve oportunidade de testar nas últimas semanas, o Coros PACE2. E é fácil de se perceber o porquê deste relógio ser tão acarinhado pelos homens e mulheres que correm quase a uma velocidade supersónica.
A facilidade dos menus e de navegação nos mesmos, a leveza, a consistência e rapidez dos registos de localização e, acima de tudo, a bateria que nunca mais acaba. Estes são alguns dos vários atributos que tornaram este relógio já numa referência e que também aqui no nosso jornal deixou excelentes indicações. Para quem já tinha utilizado o Coros APEX, é fácil começar a traçar uma comparação e perceber que, mesmo sendo um relógio mais barato, a qualidade é ainda superior e a experiência satisfatória.
Comparando com esse modelo anterior, que foi a primeira grande aposta da marca a entrar no mercado internacional, o PACE2 perde alguns recursos, como a capacidade de carregar percursos e segui-los ou a atividade de caminhada, mas tudo o resto está lá, numa versão ainda mais melhorada e em constante evolução. Depois há aquele ponto que mais impressionou o mundo da corrida: a leveza deste relógio. Com apenas 29 gramas, o PACE2 é um daqueles relógios que praticamente não se sente no pulso, tal é a sua leveza. E isso, para quem quer correr rápido como Kipchoge e companhia, é também um ponto positivo.
Bateria que nunca mais acaba
Já era um dos atributos do APEX e sempre foi uma bandeira da marca norte-americana e não podia ser diferente no PACE2. A bateria é um dos pontos fortes deste modelo, com a promessa de entregar um máximo próximo das 30 horas em Full GPS. São mais 20% em comparação com o modelo original e praticamente ao nível ou acima de todos os concorrentes. Há também um modo de poupança de energia, que nos permite potenciar a duração da bateria, mas aí colocando de lado alguns recursos. Continuando na bateria, o PACE2 permite uma utilização de até 20 dias em uso como smartwatch, com recurso aos dados do sensor cardíaco e do sono, mas também contagem de passos ou notificações.
Com estes registos, que por aqui confirmámos serem verídicos, o que pode facilmente acontecer é... não sabermos onde deixamos o carregador! E por falar em carregador, este PACE2 vai dos 0% aos 100% de bateria em menos de duas horas.
Fiabilidade na localizaçãoE se bateria é um daqueles pontos que já tornou esta marca numa referência, a fiabilidade da localização está logo atrás. Não, não é um relógio perfeito nesse particular, pois os registos estão sempre dependentes da forma como os satélites trabalham e nem sempre o local das nossas atividades é o mais recomendado (correr no meio de prédios altos, por exemplo), mas o certo é que raras ou raríssimas foram as vezes em que ficamos mal servidos. Isto graças aos três sistemas de localização que tem disponíveis (GPS, GLONASS e BEIDOU) - vem outro a caminho... -, que podem funcionar em simultâneo e, assim, dar uma precisão ainda superior.
Outro ponto a destacar, tal como no APEX, é o modo de treino de pista. Aqui não há que enganar. Ligando este modo de treino, basta selecionar a linha em que estamos e começar a correr. O sistema deteta que estamos a fazê-lo na pista e a marcação das voltas é praticamente perfeita. Nada como noutros relógios, em que às vezes temos o alerta de final de volta aos 380 metros ou aos 410, por exemplo. Aqui a precisão é notável! Parece-nos até estranho nunca ninguém se ter lembrado disto mais cedo...
O PACE2 tem ainda inúmeros modos de treino, sendo que da nossa parte, como somos mais voltados para a corrida, fizemos uso apenas de dois: a corrida e o treino de força. Este último tem a particularidade de nos permite definir (na aplicação) e carregar rotinas de treino, que são não só registadas como são detetadas pelo relógio. Por exemplo, se colocarmos no programa fazer 20 flexões ou agachamentos, o relógio deteta o movimento do nosso corpo e faz a contabilização das repetições. Depois, terminado o treino, apresenta os resultados e mostra na aplicações as partes do corpo que trabalhamos. Ao todos temos uns impressionantes 200 exercícios pré-definidos, com trabalho para todo o corpo. Até chega a ser impressionante perceber que um relógio tão pequeno tem tanta coisa...
Falando em recursos, este PACE2 possui um sensor cardíaco integrado, que não sendo totalmente fiável (especialmente quando estamos numa atividade) serve sempre de boa referência para sabermos como estamos. Tem também altímetro barométrico, acelerómetro, compasso, giroscópio e também termómetro (que neste caso serve essencialmente para controlar a temperatura nas atividades aquáticas).
Potência, cadência...
Quando acabamos os treinos temos acesso na aplicação do relógio vários registos dos nossos treinos, desde os básicos como o ritmo, distância, tempo, calorias, etc., mas também outros mais avançados, nos quais destacamos a capacidade que tem de detetar e estimar a potência aplicada em cada treino. Tal como no sensor cardíaco, os registos não serão totalmente fiáveis, pois o controlo da potência é feito nos pés e não no pulso, mas a estimativa feita pelo relógio está muito próxima daquela que sai de um potenciómetro e permite-nos ter uma real noção da potência que aplicamos em cada atividade. Temos também o registo da cadência e do comprimento da passada.
Ainda no campo dos dados, algo que normalmente os corredores gostam de seguir e analisar, podemos também a partir da aplicação controlar o nível de esforço do nosso treino, a qualidade e ter estimativas dos tempos que poderemos fazer em determinadas provas. E se o nível de esforço e qualidade nos parece bastante real (houve um dia em que fomos treinar algo adoentados e o relógio notou logo que algo se passava...), no campo da estimativa parece-nos que o cálculo ainda está algo desfasado da realidade, mas nada que não se veja noutros modelos de outras marcas. Lá está, é apenas uma referência, uma estimativa, saído de um algoritmo matemático com falhas.
Visual que se destaca
Mesmo sendo um relógio leve e relativamente pequeno, a verdade é que o visual deste PACE2 consegue conquistar qualquer um. A sua construção simples é logo um ponto positivo, mas a verdade é que mesmo assim podemos personalizar a 'cara' do relógio como bem entendermos. Temos várias 'watch faces' disponíveis, que nos permitem mudar aquilo que temos no ecrã principal ao nosso gosto. Tem capacidade para receber notificações, permite sincronizar com as aplicações e servidores de atividades (como o Strava), mas também receber programas de treino, vindos por exemplo da plataforma Training Peaks.
Tudo isto num relógio que tem um preço de venda recomendado em torno dos 200 euros, o que o torna praticamente de forma automática naquele que tem melhor relação preço/qualidade do mercado.
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