HOKA Clifton 9: uma renovação sem esquecer as raízes

Modelo da marca francesa foi ligeiramente mexido... para melhor

Um dos maiores receios dos corredores que criam relações especiais com certos modelos de sapatilhas é que as marcas, com a evolução constante, mexam em demasia e retirem a essência do modelo. Mas também há quem saiba manter-se fiel a essa tradição, a essas raízes, decida repetir a fórmula e apenas dar alguns retoques. É o caso da HOKA, que em 2023 renovou ligeiramente o seu Clifton para uma nona versão que continua a prometer fazer muitos fieis corredores felizes.

Na essência, as Clifton 9 estão como sempre (tirando ali o quarto modelo, que foi um tiro nos pés...). Um modelo fantástico para acumular quilómetros sem grandes preocupações. Não são as sapatilhas feitas para corridas muito rápidas, porque o seu peso ainda se nota, mas têm o suficiente de espuma de meia sola para dar uma responsividade quando queremos dar um pouco mais de ritmo às nossas corridas. São igualmente amortecidas o suficiente para nos proteger os pés e permitir correr largas distâncias sem grandes problemas.

Em comparação com a versão 8, as Clifton 9 estão 3 gramas mais leve (250g para 247g) e mantém o drop de 5mm, ainda que o perfil do novo modelo seja ligeiramente maior: de 29mm/24mm para 32mm/27mm. Isso também ajuda à tal maior sensação de amortecimento que falamos no ponto atrás. E, tal como habitual, a verdade é que ao olhar para as Clifton faz-nos imaginar que temos umas sapatilhas bem mais altas do que efetivamente são.

Outra melhoria que se nota (e sente) é o material da zona superior, que aparenta ter melhorado qualidade. As linhas de estrutura estão mais pronunciadas e as ranhuras de ventilação na parte superior, nomeadamente na zona dos dedos, permitem uma correta respirabilidade. No calcanhar temos um contraforte o suficientemente eficaz para ajustar o nosso pé à sapatilha e no interior contamos com a já habitual dose de material acolchoado que nos protege e abraça de forma eficaz o pé. Um dos pontos mais curiosos mora no interior, com a língua 'colada' à palmilha... apenas por um dos lados - no caso o de dentro.

Na meia sola, o composto utilizado é o mesmo que no modelo anterior, mas com uma fórmula distinta, o que faz com que, apesar de ser mais alto, o Clifton 9 seja algo mais leve. Essa 'nova' meia-sola faz com que tenhamos uma sensação de maior resposta a cada passada. Os 3mm que ganhou em altura não se notam numa falta de estabilidade, até porque a superfície de sola é suficientemente larga para não impedir 'desvios'.

Quanto a este último ponto, a sola, aqui parece-nos que, apesar do rasto ser bem similar a outros modelos, as Clifton 9 deixam a desejar quando o pisto está algo molhado, o que obriga a algum cuidado adicional, especialmente quando essas superfícies ficam um pouco mais escorregadias. Mas tirando isso, a durabilidade providenciada pela Durabrasion Rubber parece estar garantida e esse é sempre um ponto a destacar.

No geral, as Clifton 9 continuam a ser um modelo perfeito para acumular quilómetros, de preferência em corridas de ritmo médio/lento. Estão mais leves, mais confortáveis e com um toque mais premium na apresentação e a sensação de corrida é essa mesmo. Disponíveis em nove esquemas de cores distintos, estão à venda com um preço de lançamento de 150 euros.

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