Insólito: apanhou dorsal de corredor lesionado no chão e acabou a Maratona de Sevilha

Mais um caso de um corredor que fez batota numa maratona

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Os casos de atletas 'batoteiros' têm sido cada vez mais recorrentes um pouco por todo o Mundo - e Portugal não escapa a este problema, como se viu na Maratona do Porto do ano passado -, mas aquilo que se verificou no último domingo na Maratona de Sevilha terá sido algo inédito. Tudo porque um corredor que abandonou a prova ainda antes da meia maratona, devido a lesão, viu o seu dorsal 'voar' e cruzar a linha de meta com um tempo canhão de 2:30 horas. Não, o dorsal não teve vida própria. Foi sim apanhado por um outro corredor, que achou que seria uma boa ideia assumir a identidade de outra pessoa e chegar à meta com um (suposto) tempo ao nível dos melhores atletas de pelotão.

A história deste 'filme' insólito, contado pelo portal 'Planeta Triatlón', começou aos 15 quilómetros da prova andaluza, quando ao cabo de pouco menos de uma hora de prova o titular do dorsal em questão, Alberto Calleja, mais conhecido como Beto, sofreu uma lesão que o obrigou a parar. Ainda tentou fazer mais um quilómetro, mas a decisão seria mesmo abandonar, já que o problema o impedia claramente de forçar, muito mais numa maratona. Encostou à berma, retirou o dorsal, colocou-o no bolso traseiro e seguiu rumo ao ponto de encontro que havia fixado para se encontrar com a sua família.

Neste caminho algo inesperado sucedeu. O dorsal, colocado no bolso traseiro dos calções, acabaria por cair ao chão e ser recolhido praticamente no imediato por uma outra pessoa, que curiosamente estaria equipada para correr (e até tinha alfinetes para prender o dorsal...) Ora, ao ver o número no chão, este indivíduo não só o apanhou, como decidiu colocá-lo ao peito e entrar no percurso da prova como se nada fosse algures entre os 30 e os 35 quilómetros - aqui aproveitou-se do facto de o percurso ter várias zonas onde é possível 'atalhar' caminho.

Seguiu caminho e fez os sete quilómetros até final em 26 minutos, para cruzar a linha de meta com um tempo de passagem de 2:29:30 horas. No final, ao chegar à meta, ergueu os braços como um herói, festejou como se tivesse feito um tempo canhão, mas a verdade é que tudo não passou de um embuste...

E a verdade é que esta situação inacreditável apenas foi do conhecimento do corredor em questão (aquele que era o titular do dorsal) quando recebeu na terça-feira um email da empresa responsável pelas fotografias oficiais da prova a dar-lhe conhecimento de que as suas imagens em corrida estavam disponíveis. E aí tal não foi a surpresa quando viu o seu dorsal na posse de outra pessoa a cruzar a linha de meta. Ao perceber a situação, Beto entrou logo em contacto com a organização para dar conta do sucedido, de forma a serem tomadas as medidas oportunas.

A primeira foi, naturalmente, a saída do registo das classificações da prova. Restará agora identificar o autor da irregularidade e saber qual a punição que será aplicada.

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