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Jornalista Record está no Quénia a treinar junto dos atletas locais e partilha a sua experiência
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Depois de seis dias na pacatez e tranquilidade de Kaptagat - onde basicamente apenas treinei, comi e dormi -, o dia de hoje ficou marcado por uma mudança de ambiente em absoluto. Iten, a chamada Casa dos Campeões, passa também a ser minha casa durante os próximos sete dias. Será uma oportunidade de viver uma realidade totalmente distinta daquela que tive do outro lado. Aqui, apesar da proximidade geográfica - são uns 40 quilómetros de distância -, é tudo bem diferente. Há mais vida, mais comércio, mais pessoas na rua, mais movimento, mais carros, mais motos, mais... tudo! Sentimo-nos um bocadinho mais perto de casa, mais que não seja apenas e só por vermos caras diferentes todos os dias.
Iten é também a cidade que praticamente todos os europeus escolhem quando querem estagiar. Amadores ou profissionais, é aqui que se vê uma verdadeira invasão de estrangeiros, em busca de viver a experiência queniana e também tentar alguns ganhos em termos de rendimento. Continuamos a uma altitude considerável (aqui estamos a 2300 metros), pelo que o efeito será em tudo similar. A grande diferença é mesmo a vida, aquilo que temos e podemos fazer fora dos treinos.
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E depois também é diferente pelas oportunidades que nos dá de conhecer atletas de topo mundial. Em Kaptagat eles estão lá, mas sempre escondidos na sua bolha, a treinar a horas proibitivas para evitar ao máximo as abordagens e distrações, mas também em percursos que nem sempre são fáceis ou conhecidos para os estrangeiros. Em Iten é tudo bem diferente. Com tantos atletas profissionais por perto, é quase impossível passar um dia sem dar de caras com um qualquer campeão.
Hoje, por exemplo, mal entrei no training center onde vou ficar (amanhã falarei dele), dou de caras com a alemã Konstanze Klosterhalfen, provavelmente a atleta europeia mais em forma no último ano. Horas mais tarde, antes de ir para o meu treino do dia - que hoje se fez pela tardinha -, vi juntar-se o enorme grupo liderado pelo suíço Julien Wanders, onde estavam máquinas como o alemão Amanal Petros ou o helvético Tadesse Abraham.
Segui para a pista, onde fiz o meu primeiro treino de séries em solo queniano (o de sábado, tendo sido em estrada, não o vou contar), e minutos depois quem aparece? A Konstanze Klosterhalfen. Estava eu quase a acabar quando ela chegou. Com uma simpatia incrível, ela e o seu treinador acederam ao meu pedido de fazer umas fotos e recolher uns vídeos. Com a promessa de, antes de partir, ainda ter uma pequena conversa com ela para publicar no Record.
Quanto ao meu treino, foi provavelmente o que mais exigiu de mim desde que cá cheguei. 15 séries de 300 metros, a um ritmo próximo de 4'00/km. Um 'pace' que em Portugal faria sem grandes problemas, mas que aqui custa claramente manter, pelo menos nesta fase. Uma das grandes diferenças foi também a sensação de sede que sempre tive neste treino, pese embora ter bebido bastantes líquidos durante o mesmo. O facto de ter treinado a uma hora de calor (pouco depois das 16h30) terá certamente influenciado, mas acredito que a altitude terá também tido um peso adicional nessa sensação. Apesar disso, a verdade é que acabei o treino e fechei com dois parciais bem rápidos. Tudo perfeito, portanto!
O dia foi longo e a verdade é que tempo para descansar hoje foi raro. Por isso, com um treino às 7 da manhã para amanhã, deixo este texto por aqui. Amanhã espero trazer um pouco mais da vida de Iten e também partilhar algumas histórias que por aqui vou encontrar.
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