Fernando Santos: «Não gostamos de perder nem a feijões»

Selecionador nacional faz antevisão do jogo com a Espanha

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• Foto: Pedro Catarino

Fernando Santos fez a antevisão do jogo com a Espanha, marcado para sexta-feira às 18h30, garantindo que a equipa está muito motivada e confiante que pode conseguir um grande resultado.

Comparação com equipa do Euro'2016



Comparação com equipa do Euro'2016

"50% dos jogadores não estão aqui. Dois são guarda-redes. O que mudou não foi a qualidade, foram as caracteristicas, a evolução ao longo dos cinco anos. A equipa não tem a mesma forma de jogar nem a ideia de jogo. O que muda são as características. São os próprios jogadores que pelo seu ADN alteram as dinâmicas do grupo. Nesse aspeto, a equipa não é semelhante à de 2016. É uma equipa mais perto à de 2019. Se quiséssemos comparar, seria mais perto da de 2019 do que da de 2016."

O objetivo para o jogo com a Espanha

"Jogamos com a Espanha, que entendemos que seria ótimo durante este percurso. Este tempo de treino é tempo de aquisição, de cimentar ideias, procurar corrigir algumas ideias, readaptá-las, ajustá-las. A Espanha serve muito bem para isso para podermos perceber até que ponto queremos para a nossa equipa. Aquilo que não fizermos tão bem vamos ter de corrigir. Não será um teste, um exame, mas haverá algum exame em relação à equipa. Não é um exame para ver se um jogador vai jogar mal e sair. Interessa-me o comportamente coletivo. Só assim podemos dar continuidade a este processo que nos vai conduzir até ao Campeoanto da Europa para lutarmos por aquilo que é o objetivo da equipa. Estes são jogos para vermos o que esteve bem ou o que não esteve bem. Só logo vou falar da Espanha ao fim do dia. Vamos procurar fazer o nosso jogo, duas equipas muito fortes. Vamos ver se na realidade vamos evoluir bem."

Nem a feijões nem amigável

"Não me parece que o resultado seja um fator decisivo. Nenhuma seleção está preocupada neste momento com os resultados. Não gostamos de perder nem a feijões, é um amigável mas é um jogo de grande responsbilidade. Se fosse contra o Azerbaijao era a mesma coisa. Estamos a representar o país. Tem de ser um jogo de grande rigor. Só não podemos dar essa carga que um resultado positivo ou negativo não pode condicionar. Em 2016 jogamos com a Bulgária em março e perdemos. Vamos a espanha para ganhar e vamos fazer tudo para isso. Acredito nos meus jogadores, à semelhança de um particular que fizemos há pouco. Percebemos o que temos em relação à capacidade técnica. Em termos de qualidade técnica, haverá equipas iguais mas não sei se haverá melhores. O que importa é o comportamento coletivo. Para se ganhar campeonatos, ganham as equipas. "

Euro'2020 e o público

"Este Euro é anormal porque 11 equipas vão jogar em casa. Disputa-se o Euro num país e há um anfitriao. Há 11 equipas que têm grandes vantagens. Jogam perante o seu público. Há sempre um toquezinho. Na Hungria tivemos dificuldades no apuramento e o público terá ajudado bastante a Hungria ao contrário do que aconteceu aqui em Portugal. Futebol sem público nao traz ajuda a ninguém. No Euro em França o público motivou. Contámos com o apoio na final. Eram menos mas eram melhores. "

Objetivos

"Como é que estamos sempre a dizer que Portugal tem de ganhar e se não ganhar o Euro vai ser uma desgraça e depois dizem-me que a Espanha é uma equipa muito forte e que Portugal tem de jogar para defender. Portugal só pode ganhar se jogar como sabe. Tem de ser uma equipa fortíssima como outras são. Vamos jogar todos atrás? Então não podemos ter ambição nenhuma e nem vamos para o Campeoanto da Europa. Podemos não ganhar porque só pode ganhar um, se partirmos e acharmos que jogamos com medo com Espanha, Alemanha e França e depois nao temos medo da Hungria e acontece como no Euro. Esta equipa tem condições para jogar com a espanha olhos nos olhos."

Análise aos adversários no Euro'2020

"Os meus homens estão a fazer relatórios. Há coisas muito distintas. Vi mais por uma questão de ver, de olhar para lá. Os meus homens, na próxima semana, na Hungria, vão-me dar todos os dados. Há sempre nuances que têm a ver com o adversário. Se uma equipa joga a três centrais, são cinco defesas. Uma coisa é jogar em 5-4-1 ou 3-4-1-2. O jogo em si é que vai ditar se jogamos mais à frente ou atrás. O nosso ponto de partida é querermos ser uma equipa em posse, bloco alto, procurar controlar o adversário, nao deixar o adversário criar problemas. Ser fortes na transição, que quando ganha a bola procura explorar situações de contra-ataque porque a equipa também tem valencias para isso. O jogo depois diz-nos o que vai acontecer. Estamos predispostos a fazer isso. "

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