«Treinei na Premier League e não gostava quando os jogadores iam à seleção»
Sempre falou da boa relação que existe entre Federação e clubes. Mas os clubes devem ter torcido o nariz a este estágio... Quem se lembrou deste estágio nos Estados Unidos nesta altura?
"Não é só agora, é uma situação onde o compromisso e a exigência do futebol são difíceis de gerir. Eu treinei na Premier League e não gostava quando os jogadores iam à seleção. É uma realidade. Mas enquanto selecionador, sei que o momento mais importante para um jogador é vestir a camisola do país e poder estar no Mundial. A nossa responsabilidade é preparar o Mundial. A questão das viagens, das trocas de horários, de treinar na altitude, dos protocolos de tempestades. Março é o período perfeito para podermos poupar tempo em junho. E os clubes também acham que é importante dar descanso aos jogadores, haver o 'poder' de parar a época e depois relançar a preparação. As conversas com clubes e treinadores são positivas. É uma situação difícil, mas todos temos a responsabilidade de ajudar o jogador. Os jogadores adoram jogar pelo clube, mas jogar pela Seleção é um orgulho. Já jogámos na Arménia, na Hungria... São coisas que fazem parte da vida do jogador internacional. Estamos entusiasmados com tudo o que vamos viver e jogar no Estádio Azteca, na altitude, os treinos, os dias depois do jogo do México... Será muito importante para a preparação. Fico muito satisfeito pelo esforço que fizemos enquanto Federação, de ter dois particulares em países onde o Mundial vai acontecer".