Lohan Tao procura afirmação internacional

Caldas da Rainha recebe Mundial da modalidade que quer ser olímpica

Caldas da Rainha é a verdadeira capital do lohan tao, uma modalidade que nasceu na China há quase 2.500 anos e que se desenvolveu primeiro no Havai e seguidamente expandiu aos quatro cantos do mundo e que se resume a um (ainda) pouco conhecido sistema de defesa de artes marciais. A cidade termal recebe, a partir da próxima sexta-feira, o Mundial de uma modalidade que se caracteriza pelo uso de movimentos rápidos e sucessivos destinados a neutralizar o adversário e que combina quatro diferentes estilos de artes marciais: kempo chinês, kajukenbo, wun hop kuen do e military division.

Portugal tem tomado a dianteira do sport kempo, que se organiza para tentar ser modalidade olímpica e procura o "reconhecimento internacional", segundo explica Bruno Rebelo, um antigo praticante que assumiu há ano e meio a liderança da Federação Portuguesa de Lohan Tao, instalada em Caldas da Rainha, cidade escolhida para a apresentação do projeto olímpico.

"Trabalhámos com outros municípios, mas o das Caldas foi o que mais condições nos deu. E o resultado está à vista, pois temos nas Caldas a primeira federação mundial sedeada em Portugal", sublinha o gestor de empresas, de 38 anos. Natural daquele concelho, o dirigente é um apaixonado pelo que considera uma "modalidade muito eclética, híbrida e que pratica todas as vertentes das artes marciais". "Nunca desvirtuámos as várias disciplinas que tínhamos originalmente, enquanto outras modalidades apenas se fixam numa ou noutra disciplina", justifica Bruno Rebelo, que começou a praticar artes marciais aos 5 anos.

Promotor da saúde física e da estabilidade mental dos seus praticantes, o lohan tao tem em Portugal cerca de 330 clubes, que acolhem perto de 6 mil praticantes, alguns dos quais participam no World All Styles Championship, competição que tem em disputa qualquer coisa como 500 títulos em 34 disciplinas. E que só não captou mais atletas devido aos alertas de terrorismo internacional, lamenta Bruno Rebelo. "Tivemos inúmeros problemas com a obtenção de vistos", frisa o presidente da Federação, que há dias liderou uma reunião mundial de todos os dirigentes para apresentação do projeto olímpico ‘Sport Kempo’. A iniciativa envolve 114 países que se lançam à procura de um futuro reconhecimento do Comité Olímpico Internacional. Um passo decisivo "para a afirmação internacional" da modalidade, que, é caso para dizer, sabe que será olímpica. Só lhe falta saber quando.

Honra e família

Com milhões de praticantes em todo o mundo, o Sport Kempo tao assenta os seus princípios no respeito, honra e família e cumpre os desígnios do espírito, da mente e do corpo. No nosso país há já 156 treinadores credenciados pela Federação Portuguesa de Lohan Tao, que aguarda pelo estatuto de utilidade pública desportiva.

Por Joaquim Paulo
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