Mundial é montra do corfebol

Uma modalidade onde homens e mulheres têm as mesmas oportunidades...

Mundial é montra do corfebol
Mundial é montra do corfebol • Foto: pedro ferreira

O corfebol ainda não é uma modalidade popular em Portugal, mas está em franca expansão, como prova a qualidade da Seleção Nacional, que aspira conquistar uma medalha no Mundial da Bélgica, entre 30 de outubro e 8 de novembro.

O capitão da equipa, Miguel Costa, explicou o seu protagonismo:"Estou envolvido há 17 anos com o corfebol – tenho 30 –, e assistido a um grande esforço da Federação [FPC]. Temos mais condições de trabalho, mais contactos internacionais. São apoios que nos têm dado maior capacidade para termos resultados de nível internacional."

Em Portugal, o corfebol só surgiu em 1985, mas trata-se de uma modalidade com tradições desde o início do século passado, de inspiração holandesa e com fácil implantação na vizinha Bélgica. Não admira que tivesse sido disciplina de demonstração nos Jogos Olímpicos de Antuérpia’1920 e Amesterdão’1928, mas sem se conseguir afirmar como programa fixo.

"Para o corfebol se tornar olímpico existe um longo caminho a percorrer, pois há pouca competitividade nas equipas de topo. A Holanda tem jogadores praticamente profissionais e um nível muito elevado, tendo a Bélgica como maior rival, mas num patamar abaixo. Depois existem cinco ou seis equipas equilibradas, onde se encontra Portugal", explicou Miguel Costa.

Como curiosidade, refira-se que o corfebol tem a particularidade de ser disputado entre equipas mistas, de homens e mulheres, com iguais oportunidades e funções dentro do jogo. "Este grupo, apesar de misto, é fantástico. São pessoas que se apoia bastante dentro e fora de campo. Há ligação forte entre os sexos", defendeu o capitão.

Um grande sonho

A subcapitã Isabel Almeida confirma o discurso do seu companheiro de equipa:"Esta Seleção está a trabalhar bem, tem muitas qualidades. Só assim se pode vencer os rivais fortes que nos vão surgir no Mundial, pois muitos dos jogos vão-se decidir até ao último minutos. O nosso grande sonho é chegar a uma medalha", considerou a jogadora, de 24 anos, que estuda e joga em Maastricht (Holanda). "A Seleção daria boa réplica à minha equipa", brincou!

Evolução de norte a sul do país

Isabel Teixeira, selecionadora nacional, também tem sido uma das obreiras dos sucessos de Portugal, tendo feito parte da equipa que conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1995, realizado na Índia. "Temos expectativas grandes, depois de termos ganho a medalha de bronze no Europeu’2014 e ficado em 4.º lugar no último Mundial, em 2013. Estamos evoluídos na competitividade, pois o Campeonato Nacional já tem três divisões e os clubes não estão tão concentrados em Lisboa. Porto, Braga, Aveiro, Chaves e Algarve têm aderido ao corfebol", diz.

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