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Carraça: "É importante criar laços e cumplicidades que podem e devem ir além do profissionalismo, da exigência e do rigor"...
Em 2011, desempenhava o cargo de diretor do futebol profissional do Benfica e tinha a meu cargo a responsabilidade de liderar as estruturas da equipa principal e da equipa B.
Quem trabalha diariamente a este nível e para uma instituição grandiosa como o Benfica, a esmagadora maioria dos dias – e das noites – é passada nos treinos, nos jogos, nos estágios, nos hotéis, nos aviões. Por isso, é importante criar laços e cumplicidades, que podem e devem ir além do profissionalismo, da exigência e do rigor, com todo um grupo de trabalho que vive e sente junto durante quase todos os dias do ano.
A isso se chama espírito de equipa. Numa união de atos e de espírito, que torna tudo mais fácil quando as dificuldades aparecem. É esta a base das vitórias e a força de olhar o presente com confiança e ver no futuro o sucesso, tendo sempre a consciência de que é necessário muito suor e inteligência.
Existe em todas as equipas um objeto a que se chama “caixinha”. Para ela revertem todas as multas do grupo de trabalho e que resultam do não cumprimento das regras instituídas no regulamento interno, como os atrasos, o esquecimento de algum tipo de material ou outros pequenos “delitos”.
O montante desta caixinha é destinado à organização e pagamento de dois ou três almoços durante a época, onde o grupo se reúne em fraterno convívio, para solidificar o espírito de grupo.
O Comité da Caixinha do Benfica, composto por atletas, transmitiu-me, logo no início da época, que também estava sob a alçada desse mesmo regulamento. Confesso amargamente que foi algo que esqueci por estar atolado de coisas para fazer.
Uma certa manhã, já íamos com dois meses de trabalho, ao chegar ao Seixal, interrompi a marcha em direção ao meu gabinete para cumprimentar alguns membros do departamento médico e estranhei – sem o questionar – o sorriso entre dentes que vislumbrei.
Pouco depois, encontrei o Shéu.
– Bom dia António, já viste o que eles fizeram?
Assustei-me! Teria acontecido algo de grave?
– Vem ver, disse-me a sorrir.
Segui-o a caminho do balneário e na porta estava afixada uma folha com a minha foto e o seguinte texto:
“Comunicado
Exmo. Senhor António Carraça
O Comité da Caixinha do Sport Lisboa e Benfica vem por este meio comunicar que o senhor está em falta do pagamento de uma multa. Mais informamos que o valor da mesma está acrescido de 10 por cento de juros. Quantia em dívida: 330 euros.
O Secretário, Artur Moraes”
Mesmo não sabendo que infração tinha cometido, não tive alternativa. Fui ao multibanco do Caixa Futebol Campus levantar o montante necessário para pagar a minha dívida. Quando entreguei o dinheiro ao Artur e ao Luís (Luisão), entre comentários divertidos e muitas bocas de jogadores, senti que o que ali partilhávamos era algo importante e especial. Os jogadores estavam a dizer-me que eu também fazia parte do grupo. Era um deles.
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