Piódão: Legionários na mais típica aldeia portuguesa

Uma visita inesquecível a uma aldeia histórica

• Foto: Isabel Paramés

Se há lugares que deve visitar pelo menos uma vez na vida, a aldeia de Piódão é um deles. E se tiver a possibilidade de lá chegar como nós chegámos – desde a Lousã, sempre fora de estrada, serra fora, ora subindo, ora descendo por caminhos pouco transitáveis para um veículo ‘normal’, mas envolvido por uma beleza sempre surpreendente – certamente será uma visita inesquecível. Como foi a nossa e, por isso, os nossos agradecimentos aos companheiros da Legião Land Rover, os organizadores da passeata.

Piódão é uma das nossas aldeias históricas protegidas pertencentes ao concelho de Arganil, encravada numa das encostas da Serra do Açor, classificada como Monumento de Interesse Público e Património Mundial da Unesco, e as suas tradicionais casas de xisto felizmente têm mantido todas as suas características. Não há alumínios. Não há ‘maisons’. Não há sequer antenas de televisão visíveis. Ainda bem. E a aldeia nada tem perdido com isso, pelo contrário, há mais gente a visitá-la e a permanecer por ali.

A sua igreja branca e azul destaca-se no meio do cinza escuro do xisto e no seu interior sobressaem da sua simplicidade os candelabros de cristal coloridos. Datada da segunda metade do século XVIII, é uma das duas únicas do estilo Manuelino-Mudéjar existentes em Portugal. Outro local a não perder é o museu da aldeia, um espaço pequeno mas deveras interessante e sobretudo bem organizado. O passado mineiro da aldeia está ali bem representado e dá uma ideia de como ali se vivia outrora.

Mas o essencial, para além das várias possibilidades de calcorrear os trilhos serranos: antes de mais, há que perder-se pelas ruelas da aldeia e descobrir os pormenores que fazem dela um local imperdível.

A casa dos Flintstones lusos

É relativamente fácil chegar ao Piódão, se se optar por seguir os caminhos tradicionais. Mas se for com os homens da Legião... a viagem é certamente mais interessante, mas não tão fácil. A não ser, claro está, que se vá num Land Rover (a Sonhando.pt ainda não organiza voos para lá...).

‘Comandados’ pelo Paulo Alves, pelo Eduardo ‘Pirata’ e pelo Eng. Parola, a caravana saiu da Lousã – quase sempre fora de estrada, registe-se – em direção a Pena, Góis, subiu-se ao Colcurinho (uma subida que deixou alguns apreensivos), passou-se pela Foz d’Égua e pelas Chãs da dita cuja, antes de chegarmos àquela que alguns designam pela aldeia dos Flintstones lusos.

Pena foi que no dia seguinte, ao contrário do anterior, o clima não tivesse ajudado e o nevoeiro cerradíssimo e a chuva forçassem a alterações de última hora. Mas ainda foi possível ir até ao Fajão e aí almoçar ao ‘Juiz’. Um restaurante que se recomenda.

Por Eládio Paramés
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