Um dia com os heróis

A recente edição da Volta ao Algarve serviu de convívio entre um grupo de adeptos portugueses e a Trek

• Foto: Filipe Farinha

Nenhuma outra modalidade como o ciclismo proporciona um contacto tão direto entre o público e os desportistas. E quando dizemos ‘tão direto’ não nos cingimos apenas à proximidade que há entre os ciclistas na estrada e os espetadores, sem barreiras artificiais – estas só existem na parte final das etapas –, ficando ambos tão perto, ao ponto de, por vezes, se tocarem. Fora de competição, ou seja no antes e depois de uma corrida, principalmente nos momentos que antecedem o tiro de partida, há sempre a oportunidade para um contacto com os corredores. Um "olá Contador" ou "olá Aru", uma selfie com Fabian Cancellara, uma foto com Yaroslav Popovych... ou mesmo um café na zona VIP.

A recente edição da Volta ao Algarve serviu de oportunidade para os adeptos portugueses estarem perto dos heróis da estrada, numa corrida que trouxe a Portugal 12 equipas do World Tour (1.ª Divisão da UCI) e algumas das grandes estrelas do pelotão mundial. Por isso, foram muitos os que se deslocaram de todos os pontos do país até ao sul. Entre eles, um grupo que participou no programa ‘Pro Tour Experience’, que acompanhou durante um dia a equipa da Trek, uma das 12 da elite mundial. Pretendeu-se com a iniciativa "aproximar os adeptos e apaixonados pelo ciclismo das equipas e dos atletas de referência mundial", frisou a BICIMAX, uma das responsáveis pelo projeto e agente em Portugal da Trek, marca de bicicletas. Foi em cima de uma delas, por exemplo, que o suíço Fabian Cancellara voou no contrarrelógio de Sagres ou mais recentemente a conquistar pela 3.ª vez na sua carreira a clássica Strade Bianchi.

Programa

A organização do ‘Trek Pro Tour Experience’ proporcionou aos participantes um programa que, para além de ficarem hospedados no mesmo hotel da equipa e de terem contacto privilegiado com ciclistas e staff e visitarem o camião-oficina, ainda participaram no Algarve Granfondo. Esta prova realizou-se no último dia da Volta ao Algarve, contando com a presença de cerca de 400 aficionados da bicicleta que, para além da vertente física, aliaram ainda a oportunidade de verem as grandes estrelas do ciclismo mundial em ação.

CURIOSIDADES

O designado pelotão do World Tour é composto por 18 equipas. Na Volta ao Algarve estiveram 12. E com elas trouxeram alguns dos melhores ciclistas do Mundo como Garaint Thomas (bicampeão da prova), Alberto Contador (venceu a etapa do Malhão), Joaquin Rodriguez, Fabio Aru, Fabian Cancellara (ganhou o CRI), Tom Boonen, Marcel Kittel (venceu duas etapas ao sprint) e Andrei Greipel.

Uma equipa deste escalão pode custar, por ano, qualquer coisa entre 10 a 25 milhões de euros.

O staff técnico e de apoio (escritório) de uma formação do World Tour ronda as 80 pessoas. Depois acrescenta-se entre 28 a 30 ciclistas, mais uns 9/10 mecânicos, 12 massagistas, três médicos, seis diretores-desportivos, e ainda médicos, preparador-físico, assessores de imprensa.

Os números também impressionam quando falamos da estrutura não humana. Dois autocarros, um minibus, três camiões-oficina, 10 carros de apoio, mais de 200 bicicletas por ano, mais de 500 rodas.

A equipa Trek é uma versão conjunta de um projeto que começou em separado com a RadioShack e a Leopard. Mais tarde juntaram-se para serem só uma.

Muitos portugueses, entre ciclistas, mecânicos, massagistas e diretores, passaram pelas versões anteriores da equipa que agora se conhece como Trek-Segafredo. Hoje, resistem dois, os mecânicos Francisco Carvalho e José Eduardo.

Por Ana Paula Marques
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