A história de Piterman

Sentava-se no banco, mas não para apoiar o treinador.Ele ‘era’ o treinador

A história de Piterman
A história de Piterman

"Qualquer burro pode presidir a um país, mas um treinador de futebol precisa de um curso? Por favor..." Presidente-treinador é a melhor forma de descrever Dmitry Piterman. Nascido na Ucrânia, aterra nos EUAcom 12 anos e mais tarde faz fortuna no ramo imobiliário.

Chega a Espanha em 1999 e compra o Palamós. É a sua primeira aventura no futebol. Seguem-se Racing (2003) e Alavés (2004). Os treinadores servem apenas para completar a ficha de jogo. O treinador real é Piterman. Senta-se no banco com o bloco de notas, define a tática, escolhe o onze, faz as substituições e vai à conferência de imprensa.

A federação espanhola chega a proibi-lo de estar no banco por não ter licença de treinador. Piterman contorna o problema com uma acreditação de jornalista, veste um colete de fotógrafo e volta a estar junto ao relvado para orientar a equipa: "Nos meus clubes o treinador não toma decisões. É apenas mais um empregado", admite. Também inova nos prémios de jogo: paga aos jogadores por vitória e empate, mas exige depósito de 300 mil euros em caso de derrota.

Os "palhaços" do Real

Após uma derrota do Alavés frente ao Real Madrid, apelida Ronaldo, Roberto Carlos e Robinho de "palhaços" e "débeis mentais", após estes comemorarem os golos com a dança da cucaracha. "Hoje em dia qualquer um que venha da selva pode jogar no Real."

Também é excêntrico fora dos relvados. Em 2004, posa nu para a ‘Interviú’. Numa das fotos aparece no banco de suplentes, sem roupa: "Vou liderar uma revolução. Além do espetáculo, posso trazer mais coisas", diz.

E traz. Gestão ruinosa. O passivo do Alavés sobe de 3 para 23 milhões de euros durante o seu mandato. Sai em 2006 e regressa aos EUA. Será obrigado a pagar uma indemnização ao Alavés de 6,8 milhões de euros. Mas mantém a presunção: "Os pobres espanhóis nunca viram alguém como eu."

OUTROS LOUCOS

Ken Bates

O ex-líder doChelsea quis construir uma vedação elétrica em Stamford Bridge para acalmar os hooligans. "Resultou na minha quinta com os animais. Também deve resultar aqui."

Jesús Gil y Gil

Durante os 16 anos em que liderou o At. Madrid, teve 29 treinadores! "Para mim eles são como a cerveja. Posso beber uma num ano, ou mil, se assim me apetecer."

Sam Hamman

No Wimbledon, este empresário libanês levava elefantes para o estádio. No Cardiff, antes de cada jogo, queria obrigar o defesa Spencer Pryor a ter relações sexuais com um carneiro...

Aurelio de Laurentiis

O dono do Nápoles é um dos mais aclamados produtores de cinema e gere o clube como se estivesse no grande ecrã. Os reforços têm de aparecer com máscaras de leão antes de revelarem a identidade.

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