Uma Ranger de combate

A nova versão da pick-up da Ford aparece na Europa de cara lavada.

Já disponível no mercado nacional, a nova Ford Ranger prepara-se para atacar em força no continente europeu, apresentando-se como modelo cheio de virtudes. A nova pick-up da marca norte-americana não foge aos traços originais, obviamente, mas apresenta-se com design mais arrojado, assim como as sempre necessárias inovações tecnológicas.

Dividida em quatro versões (XL, XLT, Limited e Wildtrack), a Ranger surge em duas motorizações – 2.2 TDCi 160 cv para as três primeiras versões; 3.2 TDCi 200 cv na última. A Wildtrack é, por isso, a cabeça de cartaz, graças ao ar mais agressivo e desportivo, algo que naturalmente se transporta para a estrada, com desempenhos de grande relevo. Contudo, e devido à escassez destas versões para testes, acabámos por rodar na versão XL, que mesmo assim não deixou créditos por mãos alheias.

Dotada de motores diesel mais eficientes – onde o sistema Start/Stop é trunfo, assim como as novas opções de relações de transmissão final e a introdução da direção elétrica assistida –, a Ranger garante reduções de até 17% na vertente dos consumos. Interessante acaba também por ser a possibilidade de o condutor selecionar o tipo de tração que pretende (às duas ou quatro rodas), sendo que há a possibilidade de fazer a mudança em marcha até aos 120 km/h. De referir que a caixa de velocidades é manual de 6 velocidades para as quatro versões, havendo a possibilidade de escolher caixa automática nas versões Limited e Wildtrack.

No que à condução diz respeito, a Ford proporcionou-nos uma experiência que permitiu testar a nova Ranger em várias condições e a resposta foi sempre positiva. Em autoestrada chegámos a esquecer que estávamos numa pick-up, tal era o conforto e silêncio que se sentia no habitáculo. O único senão acaba por ser o facto de a Ranger mostrar alguma tendência para, em curva, deixar escapar a traseira. Isto, claro, quando a velocidade é mais elevada e com explicação óbvia: a Ranger foi construída tendo por base a ideia de ser um veículo capaz de transportar bastante peso no compartimento de carga. A condução num traçado off road, cheio de armadilhas, também deixou impressões positivas.

Ajudas para todos os gostos

Ainda que seja uma verdadeira máquina de combate, em face da sua robustez, a nova Ranger não deixa de contar com várias ajudas eletrónicas, das quais destacamos o alerta de manutenção de faixa; Cruise Control adaptativo com alerta frontal; reconhecimento de sinais de trânsito; assistência ao estacionamento à frente e atrás; câmara de visão traseira e sistema de controlo eletrónico de estabilidade de série. Há ainda a realçar a assistência ao arranque de subida, controlo de descida, ideais para percursos mais sinuosos.

AWD ao ataque na Europa

O lançamento da nova Ranger junta-se à já vasta panóplia de veículos AWD (all-wheel drive vehicle) da Ford, que já inclui os SUV Ford Edge e Kuga os veículos de passageiros Ford Galaxy, Mondeo e S-MAX, o novo Focus RS de alta performance, a nova pick-up Ranger e a Transit van. Neste âmbito, a Ford prevê vender 139 mil veículos de tração integral inteligente e 4X4 na Europa em 2016, um aumento de 120 por cento quando comparado com 2014.

Por Fábio Lima
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