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Em 2011, tornou-se no primeiro jogador transexual a participar em eliminatórias de um Mundial
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No final de março, a FIFA convidou Jaiyah Saelua para integrar o júri de uma nova distinção – o ‘Prémio Diversidade’ –, a ser entregue em julho e que tem por objetivo reconhecer uma pessoa, organização ou iniciativa a favor da diversidade e contra a discriminação no futebol, seja ela racial, sexual, cultural ou religiosa. E a escolha de Jaiyah não podia ser a melhor.
Internacional por Samoa Americana, a jogadora é ‘fa’afafine, um conceito próprio da cultura polinésia, que se refere a um ‘terceiro género’, a alguém que nasce com um sexo, mas se identifica com o outro. Jaiyah nasceu Johnny há 27 anos, mas acabou por optar pelo lado feminino, embora mantendo os órgãos sexuais masculinos. A FIFA não a impediu, por isso, de representar a seleção do seu país, tornando-se então no primeiro jogador transexual a participar nas eliminatórias de um Mundial, no caso o de 2014, atuando como defesa-central. E, do alto do seu 1 metro e 88, ajudou Samoa Americana a obter o primeiro triunfo internacional da história, quando, em 2011, fez uma assistência e evitou um golo sobre a linha da baliza na vitória sobre Tonga, por 2-1.
Amor ao jogo
Numa entrevista à ‘Revista Brasileiros’, Saelua explicou que, só depois desse encontro, se deu conta que... era diferente. "No final do jogo, perguntaram-me como era ser o primeiro transexual a jogar uma partida do Mundial. Não acreditei quando ouvi aquilo. Como era possível que no mundo inteiro só eu fosse assim? Fiquei estarrecida. O lema da FIFA não é o amor pelo jogo? Isso não significa que o jogo deveria ser acessível a todos?", defendeu.
A história de Jaiyah, que vive atualmente no Havai, Estados Unidos, passou a ser mais conhecida quando, em 2014, estreou o documentário ‘Next Goal Wins’ sobre a sua seleção. E foi nessa altura que se ficou a saber quem mais admira no futebol: Cristiano Ronaldo! "Um dia, ainda seremos namorados, mas ele ainda não sabe disso", brinca, até porque já tem namorado...
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