Política de chuteiras

Quem usou o poder mediático do futebol para "lutar"

Em dia de eleições em Portugal, recordemos os jogadores/equipas que usaram o poder mediático do futebol para lutar contra guerras, discriminações, ditaduras e injustiças

Sócrates
Sócrates (Brasil)
O ‘doutor’ é o principal rosto da Democracia Corinthiana, movimento ideológico do Corinthians entre 1982 e 1984, durante a ditadura brasileira. Cada jogador tem direito a um voto para decidir sobre contratações, convocados e locais de estágio. O sistema funciona. Durante este período, o Corinthians é bicampeão paulista (1982 e 1983), apoiado no lema: "Ganhar ou perder, mas sempre com democracia."

Drogba (Costa do Marfim)
A seleção da Costa do Marfim consegue apurar-se para o Mundial de 2006 numa altura em que o país está em guerra civil. Na hora da celebração, o capitão Drogba e a restante equipa ajoelham-se e pedem o fim da guerra. O vídeo corre Mundo e o cessar-fogo acontece durante alguns anos. ‘Senti que nesse dia a Costa do Marfim tinha renascido’, lembra Drogba.

Pedrag Pasic (ex-Jugoslávia)
É uma das estrelas da seleção jugoslava. Durante a guerra neste país, corre perigo de vida por ser bósnio: um alvo a abater pelos sérvios. A Alemanha oferece-lhe asilo político, mas Pasic rejeita. Prefere ficar no seu país e funda uma escola de futebol que recebe crianças de todas as etnias: sérvias, bósnias e montenegrinas. Ali não há espaço para guerras e ódios raciais. Apenas para o futebol.

Thuram
Thuram (França)
Mundial’2006. Jean-Marie Le Pen, líder da extrema-direita francesa, diz que a seleção tem muitos negros. Thuram, capitão dos gauleses, responde: "Não sou negro, sou francês. Quando entramos em campo, entramos como franceses."

Académica (Portugal)
Final da Taça de Portugal de 1969 frente ao Benfica. Os jogadores da Académica entram em campo em marcha lenta, em protesto contra a repressão estudantil praticada pelo Estado Novo. Os adeptos da Académica começam a levantar cartazes. ‘Estão 36 estudantes presos’. ‘Melhor ensino, menos polícias’. O público afeto ao Benfica aplaude a atitude e junta-se aos protestos.

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