Rui Almeida, o médico andebolista

Campeão nacional de andebol, no ABC e no Madeira SAD, jogador da Seleção e atual médico da equipa de futebol do Nacional

Foi um andebolista de eleição, agora faz parte do departamento médico do Nacional e é presença assídua no banco nos jogos da equipa madeirense. Rui Almeida fez parte de uma geração de ouro do andebol português na década de 90. Natural de Famalicão, começou no FAC, mas a carreira ao mais alto nível foi quase toda feita no ABC, onde esteve até aos 29 anos. Seguem-se duas épocas no Águas Santas e outras tantas no Madeira Andebol SAD. É na ilha, onde tem a vida estabelecida desde essa altura, que deixa a modalidade, com 32 anos. Para trás ficam, entre outros, 9 títulos de campeão nacional (8 pelo ABC e 1 pelo Madeira Andebol SAD).

Na Seleção Nacional, somou 180 internacionalizações com participação em vários campeonatos do Mundo e da Europa. "Foi um privilégio ter pertencido a um grupo que entrou para a história do andebol português. As melhores recordações que tenho são as vivências que tive ao nível mais alto da modalidade", lembra. Exercendo a profissão de médico, curso que conciliou com o andebol, embora prejudicando por vezes os estudos, Rui Almeida continua a acompanhar a modalidade, ainda que com algumas condicionantes. "A minha profissão não me permite ver jogos ao vivo. Vejo na televisão. Estou atento ao que se passa, mas à distância", confessa. A par disso, dá apoio médico à equipa feminina do Madeira SAD. "O meu projeto pessoal era ficar dois anos nesta ilha que sempre me atraiu pela sua qualidade de vida. Só que os dois anos já se transformaram em 13…"

Futebol 'entranhado'
Especialista em Medicina Geral e Familiar, tem uma pós-graduação em Medicina Desportiva. Trabalhou cinco anos no União da Madeira e está a começar a sexta temporada no Nacional. Apesar da forte ligação ao andebol, o futebol não é um universo estranho. Adepto do Famalicão, clube da terra natal, confessa que sempre gostou "muito de futebol".

No banco, entre treinadores e jogadores, revela que o médico é dos elementos que mais "vivem o jogo" e sofre até um desgaste suplementar. "Tem de ter o sangue-frio para fazer a análise da situação clínica dos atletas e, ao mesmo tempo, fazer a observação apaixonada do jogo, motivada pela clubite".

Por Emanuel Pestana
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