Sou uma apaixonada por Paris, confesso. Costumo até dizer, meio a brincar, que a Torre Eiffel, o ícone da cidade, é dos monumentos menos bonitos na capital francesa. Paris, toda ela, respira beleza e romantismo. Em muitos recantos apetece fazer um brinde ao amor. Do Louvre, ao Arco do Triunfo; da Sacré Coeur à catedral de Notre Dame; Montmartre, que se mistura com o Pigalle, entre o charme dos pintores de rua, e a vida boémia de cafés e cabarés – o Moulin Rouge é o expoente máximo da zona; ou Le Marais, um bairro histórico, requintado, e onde as galerias e os pátios interiores se confundem entre si.
Paris tem muito mais para oferecer. É a cidade ideal para se andar a pé, ou em alternativa de metro – sim, é grande, mas uns minutos chegam para a decifrar, até porque, regra geral, os pontos turísticos dão nome às estações. Se quiser arriscar um pouco mais e tiver tempo, dê um salto ao Palácio de Versailles, a uma curta viagem de comboio do centro de Paris.
Podia falar da Eurodisney, mas o espaço encantado para miúdos e graúdos merece destaque por si só. A hora, agora, é de Paris. E vai querer sempre voltar.
Quem gosta de arte perde-se na ‘cidade Luz’. Para visitar convenientemente o museu do Louvre reserve um dia. Acredite que não é muito. A entrada simples de adulto custa 15€ e o museu encerra às terças-feiras. Nos restantes dias está aberto das 9 às 18 horas e às quartas e sextas-feiras apenas fecha as portas pelas 21h45.
Dependendo dos gostos, o museu D’Orsay, não sendo o Louvre, nem tendo a Mona Lisa – a obra-prima de Leonardo da Vinci – ou a Venus de Milo – estátua da Grécia antiga – merece igualmente uma visita.
Lá em cima...
Subir à Torre Eiffel é obrigatório para quem visita a cidade do amor. Chegar ao piso mais alto custa 17€ e no verão a espera para entrar pode ser penosa. A boa notícia é que nesta época do ano apenas fecha às 00h45, uma hora mais tarde do que no inverno e no outono. As vistas são únicas e abrangem um campo de 360 graus.
Com o Louvre e a Torre como pano de fundo, Paris é muito mais. Passear no bairro de Montmartre, beber um café ou apenas ficar sentado num banco de jardim a contemplar os artistas de rua, ou a olhar Paris de uma vista diferente, mas também alta e igualmente bonita, pode deixar marcas. Assim como passear na Avenida dos Campos Elísios, entrar nas lojas de luxo que por ali se situam, finalizando com uma subida ao Arco do Triunfo. Não esqueça Notre Dame, um símbolo gótico, com vitrais únicos. Para quem pergunta se vale a pena subir, ou se é apenas mais uma vista sobre a cidade, lembre-se que não vai a Paris todos os dias. A vista da cidade é, simplesmente, deslumbrante e com as gárgulas e estátuas em primeiro plano pode considerar-se... única.
Onde ficar: Paris, sendo luxuosa, permite um turismo económico. Os hóteis F1, da cadeia Accor, são uma boa solução
Onde comer: A comida francesa é conhecida mundialmente. Escolha um bistrô
DICAS
– O passeio num barco pelo rio Sena vale bem a pena. Fica com uma perspetiva diferente da cidade: vê Paris pelo rio e apercebe-se, por exemplo, do tamanho gigante do Louvre
– Se pensar em almoçar ou jantar no restaurante da Torre Eiffel saiba que tem acesso preferencial, evitando as longas filas
– Com antecedência pode conseguir preços muitos bons para a sua viagem a Paris, na ordem dos 60/70 euros. A Easyjet (Charles de Gaulle) ou a Transavia (Orly) são boas opções. A TAP e a Air France também viajam de Lisboa
– Estude bem o que quer visitar na cidade e pondere um cartão integrado de atrações e transportes. Dependendo do que quer visitar pode economizar
Por Vanda Cipriano