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Micael Sequeira não facilita: «Compromisso inegociável para chegar à meia-final»

Micael Sequeira reage no banco de suplentes do Sporting
• Foto: Ricardo Nascimento

Sem facilitar. Consciente das dificuldades, mas confiantes nas suas jogadoras e na capacidade do Sporting em seguir em frente até às meias-finais da Taça Europa. É desse forma que Micael Sequeira, técnico das leoas, encara o jogo desta quarta-feira com as suecas do Hammarby, na 1.ª mão dos 'quartos' da prova criada esta época pela UEFA.

O treinador de 52 anos admite que neste primeiro encontro o Sporting tem a vantagem de jogar em casa. "Vamos à procura desse favoritismo, temos que fazer por isso. Mas vamos enfrentar uma grande equipa, fortíssima em termos individuais e coletivos e até mesmo por todo o seu historial. O Sporting tem de se transcender, ser muito competitivo, agressivo em todos os duelos e muito organizado para retirar o espaço que o Hammarby gosta de ter e sabe aproveitar muito bem com todo o poderio físico que elas têm", começou por referir, avaliando: "São jogadoras muito rápidas, muito agressivas, estão num patamar muito diferente daquilo que nós defrontámos até hoje, apesar de termos defrontado boas equipas, como o Glasgow ou o Rosengard. Mas o Hammarby é um patamar superior."

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"São uma equipa com grande experiência internacional, que joga habitualmente na Liga dos Campeões. Nós estamos a ganhá-la agora. São do melhor que temos encontrado até agora, mas acreditando que nós também temos a nossa capacidade", vincou, reconhecendo que as condições climatéricas podem ser um adversário suplementar no embate com as escandinavas: "Teoricamente, o mau tempo favorece a equipa nórdica, porque está mais adequada a este tipo de clima, mas acredito que amanhã a relva vai ficar mais rápida ainda e que nós, tecnicamente, e todas juntas, de pé para pé, conseguimos aproveitar o espaço que nos possam proporcionar e que podemos ferir o adversário. Acredito que , se estivermos num dia de superação, podemos obter aqui um bom resultado, que é importantíssimo para depois encararmos da melhor forma o próximo jogo."

O facto do Hammarby estar no arranque da época e o Sporting já ter mais rodagem (e desgaste) é encarado por Micael Sequeira como um... pau de dois bicos. "O Hammarby vem de uma pré-época em que o entusiasmo é sempre muito grande. Há uma energia muito grande, muito positiva. Toda a gente quer conquistar o lugar inicial. Toda a gente quer mostrar ao treinador que tem qualidade para jogar. Temos que contar com isso. Temos que contar com isso, porque elas vão estar super motivadas. Teoricamente, estão mais frescas. Agora poderão, se calhar, durante o jogo, não ter o melhor ritmo de jogo, se nós acelerarmos. Num momento ou outro, poderemos ter alguma vantagem", admitiu.

O técnico do Sporting referiu ainda as diferenças culturais que extravasam o relvado. "O Hammarby também vai trazer gente amanhã, e vão trazer muita gente amanhã. Portanto, até nisso, nesse aspecto cultural, é diferente. Nunca tivemos um adversário que trouxesse adeptos, amanhã eles vão trazer perto de 150. E depois, lá, vamos encontrar provavelmente 10, 15, 20 mil pessoas, é cultural, é um patamar diferente. Já estão habituados a este tipo de encontros e, portanto, aquilo que a gente pretende é fazer um bom resultado amanhã e que possa ir sonhar para a Suécia", vaticinou.

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A terminar, Micael Sequeira vincou essa capacidade das leoas em conseguir um bom resultado neste duplo embate. O Sporting tem um compromisso muito grande com as vitórias. E vamos ter que ir à procura disso. O Sporting, obrigatoriamente, tem que ir à procura da vitória. Nós vamos fazer com isso. Temos a consciência que, por outro lado, há uma equipa muito forte, sem dúvidas, mas nós somos o Sporting. Há esse compromisso. Isto é cultural também aqui nesta casa. Jogar para ganhar, independente da pressão. No início da época, nós também fomos ganhar à Roma, contra um adversário fortíssimo também. Chegar às meias-finais, é o nosso objetivo e vamos fazer tudo por isso e as jogadoras amanhã vão dar tudo o que têm e há esse compromisso muito grande, inegociável para chegar à meia-final. Temos que ter uma atitude que ainda não tivemos até hoje. Temos que nos transcender", rematou.

Por Mário Duarte
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