Investidor suspende apoio monetário à SAD do União da Madeira

Estava prevista a entrada de mais 250 mil euros até final da semana  

O União SAD continua a viver dias conturbados. Esta terça-feira, o representante do investidor (Carmo Rodrigues – Mediação Imobiliária LDA), Nuno Sampaio, realizou uma conferência de imprensa numa unidade hoteleira, na zona do Lido, que contou ainda com a presença do ex-presidente Filipe Silva.

Na sala, Nuno Sampaio revelou que face aos acontecimentos de segunda-feira, que levaram a polícia por duas vezes à sede do clube, o novo acionista da SAD unionista retirou o apoio aos azuis e amarelos, até haver condições para que o mesmo seja retomado.

Assim, até ao momento, foram injetados cerca de 50 mil euros por este investidor, que tinha dado já a garantida de voltar a colocar cerca de 250 mil euros no clube, até ao final desta semana, para pagamento de salários de jogadores, técnicos e funcionários.

Para além desta medida e considerando que foram cometidas várias atrocidades na AG, Nuno Sampaio revelou que "irão ser responsabilizados civil e criminalmente os três identificados responsáveis pelos atos terroristas cometidos na assembleia geral, bem como, pelos danos morais e patrimoniais causados à nossa empresa, e à marca União da Madeira, aos seus jogadores, equipa técnica e funcionários".

Por outro lado, este investidor irá intentar judicialmente uma providência cautelar para suspensão imediata das deliberações tomadas, considerando a sua grave desconformidade e nulidade com a Legislação comercial. Outro alvo deste novo acionista é a atual presidente do Clube Futebol União, Tânia Silva. Foi pedida a intervenção do Ministério Público para investigar todo o processo eleitoral e que conduziu à eleição dos atuais corpos sociais, pois a mesma é considerada como viciada.

Nuno Sampaio destacou depois a postura da Somagesconta, "único acionista que merece credibilidade, de forma a encontrar uma solução futura para alavancarmos este projeto e colocar o União da Madeira de volta à ribalta do futebol português". Para trazer de novo o União ao mais alto nível, estava pensada a "injeção de um milhão euros na próxima temporada, de forma a garantir a subida à 2.ª Liga, uma vez que, este ano, esse objetivo será impensável de conseguir". Foram ainda deixadas críticas ao comportamento do presidente da Assembleia-Geral, Estanislau Barros, que teve "uma postura brejeira ao requerer a intervenção policial" e que "em nada corresponde ao espírito e missão de um verdadeiro unionista".

António Lopes queria realizar um milhão e meio

Outros dos alvos do novo investidor foi um dos atuais acionista da SAD madeirense, António Lopes. "Não podemos ignorar que nos momentos de maior sufoco financeiro da SAD do União, em momento algum o acionista António Lopes disponibilizou-se para auxiliar financeiramente a sociedade". Mas não ficou por aqui o ataque a António Lopes, pois foi mesmo distribuído um documento com um email, onde dava conta das negociações deste acionista para vender as suas ações, tentando arranjar alguém para a sua compra, a troco de um milhão e meio de euros. Nesse email era explicado os números que estavam em causa, como subsídios a receber do Governo Regional, das transmissões televisivas e outros apoios.

Nova SAD fala quarta-feira

Sob a liderança de Jaime Gouveia, a nova SAD unionista esteve reunida algumas horas na sede do clube mas não houve qualquer declaração deste líder no final desta reunião, estando prevista para amanhã, às 15 horas, uma conferência de imprensa, que está agendada para a Academia Desportiva do Clube Futebol União, no Vale Paraíso, na Camacha.

Por João Manuel Fernandes
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