Mau comportamento dos adeptos custa 2 jogos à porta fechada e 4.590 euros ao Barreirense

Em causa jogo com o Comércio e Indústria de 19 de janeiro de 2025, que esteve interrompido 22 minutos por falta de segurança

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Barreirense penalizado após jogo interrompido por falta de segurança
Barreirense penalizado após jogo interrompido por falta de segurança • Foto: Rui Minderico

O Barreirense foi punido com dois jogos à porta fechada, deliberou o Conselho de Disciplina - Secção Não Profissional da FPF, em acórdão do passado dia 13. A sanção decorrente de insultos e agressões no decorrer do jogo com o Comércio e Indústria de 19 de janeiro de 2025 estendeu-se ainda a uma multa de 4.590 euros. Foi deliberada, contudo, "a suspensão da sanção de realização de um jogo à porta fechada, pelo período de 6 (seis) meses, subordinada à condição do Clube Arguido não praticar, durante o referido período, nova infração grave ou muito grave".

Segundo consta no relatório, os "adeptos, durante a segunda parte de um jogo oficial, causaram desacatos, atiraram uma pedra e garrafas para dentro do terreno de jogo, atitudes a que os ARD presentes não lograram pôr termo, obrigando o árbitro a interromper a partida durante 22 minutos até à chegada da força policial, tendo durante a interrupção sido dirigidas ao guarda-redes da equipa visitante, as expressões “oh cabrão… vai lá ‘pá baliza para o jogo recomeçar, caralho! Estás-te aí a rir oh caralho… Esta merda não é… [impercetível], é ‘pa jogar à bola. Vai lá ‘pá baliza, caralho” e “joga, caralho! Estás aí com as mãos nos colhões, oh caralho, nem jogas”. A punição decorreu do previsto no Artigo 199.º do Regulamento Disciplinar da FPF, relativo à "Invasão de terreno de jogo ou distúrbios com refelxo grave no decurso de jogo oficial"

Ao abrigo do Artigo 209.º, referente ao "Comportamento incorreto do público", o Barreirense foi também punido, devido ao que foi relatado. "Durante a primeira parte, [os adeptos] arremessaram para dentro do terreno de jogo várias garrafas de plástico e outros objetos não identificados, sem efeitos no decurso do encontro, e dirigiram repetidamente a um jogador adversário, o cântico "Zequinha escuta, és um filho da puta", também quando na segunda parte, depois do jogo ter sido retomado após interrupção, cuspiram repetidamente na direção do árbitro assistente n.º 2, e insultando-o de forma constante, ainda dirigindo outros insultos à equipa de arbitragem, tais como: “vai-te foder, oh cabrão” e “olha a roubalheira”.

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