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A festa foi bonita nos Barreiros e terminou com um empate que satisfez mais o Nacional, em dia de comemoração do seu 103.º aniversário. O Marítimo teve a vitória na mão a seis minutos do final, mas o velho rival da Madeira ainda teve forças para ir em busca do 2-2, mesmo estando reduzido a dez unidades na última meia hora.
A primeira parte foi intensa e rasgadinha, com o Marítimo a ter a prometida entrada de leão e rapidamente a chegar ao golo, aproveitando os erros defensivos alvinegros. Primeiro foi Marçal a atrasar mal a bola para Gottardi e a provocar um livre indireto, mal aproveitado por Rúben Ferreira; e depois o próprio guarda-redes largou uma bola fácil e permitiu que Heldon abrisse a contagem.
Mas a reação da formação da Choupana foi bem positiva. Com um futebol mais fluido e um inspirado Diego Barcellos solto, a desequilibrar, o Nacional chegava com facilidade ao último terço e antes do empate já Djaniny dera um aviso. Diego fez aquilo que se adivinhava, o empate, perante a apatia da defesa maritimista e até final da primeira metade os visitantes podiam perfeitamente ter-se chegado à frente, não fossem as más decisões de Mário Rondón: em duas situações, escapou-se pela direita e cruzou mal, quando tinha homens melhor colocados; e noutra conseguiu mesmo isolar-se, mas permitiu a defesa de Welligton.
Mexidas
A segunda parte não teve o mesmo ritmo, bem pelo contrário. Manuel Machado trocou o estreante Renato por Claudemir e Pedro Martins lançou depois Artur, mas o jogo conheceu um período mais incaracterístico.
A mudança aconteceu quando Hugo Miguel mostrou o segundo amarelo a Marçal, deixando o Nacional em inferioridade numérica. O Marítimo ganhou outro fulgor, colocando mais unidades na frente, mas Machado nunca perdeu a ousadia e manteve também três jogadores mais adiantadas, com a entrada de Mateus.
Os verde-rubros aumentaram a pressão, viram Derley rematar por cima em situação privilegiada e acabariam por festejar o 2-1, numa grande penalidade convertida pelo imparável Heldon, autor de mais um bis. Parecia estar tudo resolvido, a poucos minutos do apito final.
Mas o Nacional não se deixou ficar e, num último fôlego, ainda arrancou um ponto num final emocionante, num lance que espelha por um lado a qualidade das suas bolas paradas – Claudemir é exímio e Zainadine foi oportuníssimo – e deixou novamente a nu a permissividade da defesa do Marítimo, que voltou assim a perder pontos nos Barreiros.
MELHOR EM CAMPO
Zainadine. Sólido a defender, ainda foi à frente participar nos dois golos. Uma boa descoberta, este internacional moçambicano
MOMENTO
Quando o Marítimo parecia ter a vitória na mão, Claudemir coloca a bola na área e Zainadine restabelece o empate (88’)
NÚMERO
24 A pior defesa do campeonato esteve outra vez mal. Muitos golos consentidos
ÁRBITRO: Hugo Miguel não teve um jogo fácil, nem acertou em tudo, mas decidiu bem na expulsão de Marçal, por travar um contra-ataque, e no penálti de Miguel Rodrigues sobre Derley. Mas antes podia ter expulsado também Danilo Pereira, que já tinha amarelo. Dúvidas nos lances de Gegé com Djaniny, aos 13’, na grande área maritimista, e no golo anulado a Derley. (3)
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