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Roger Schmidt fez a antevisão da partida com o FC Porto, referente à Supertaça Cândido de Oliveira, marcada para quarta-feira (às 20h45).
Em conferência de imprensa, o técnico alemão falou ainda da saída de Gonçalo Ramos, das opções para o ataque e escusou-se a fazer grandes comentários relativamente ao árbitro nomeado para este primeiro clássico da temporada.
Benfica está preparado?
"Sim, temos de estar preparados. É a primeira competição, a pré-época acabou. Trabalhámos muito bem, os jogadores estiveram bem. A época começa com a chance de ganhar um troféu. Vamos dar tudo. Sabemos que é sempre difícil jogar com o FC Porto, mas estamos bem preparados para tentar colocar em campo o que trabalhámos na pré-época."
Saída de Gonçalo Ramos e Petar Musa titular?
"Hoje depois do último treino pensarei no onze. Não está decidido. Perdemos o Gonçalo, era muito importante para nós. Fez uma grande época, marcou muitos golos. Taticamente era um jogo de topo, trabalhava muito. Por isso veio o interesse. Esperávamos perdê-lo, mas nesta fase, a dois dias da Supertaça, é uma pena. Por um lado é triste, mas por outro é bom sinal, de que o Benfica é capaz de fazer evoluir os jovens. O Gonçalo é muito bom exemplo disso. Ainda assim, vamos sentir a falta dele, mas temos opções para substitui-lo. Todos os jogadores estão em boa forma, agora temos de encontrar os certos para entrar no onze. Precisamos de bons jogadores no banco também, porque nem todos conseguem estar sempre no topo de forma. Precisamos de onze, mas também de bons suplentes. O Petar [Musa] mostrou que é importante, vindo do banco, mas marcou golos. Trabalhou no duro e é opção para amanhã."
Tentou manter Gonçalo Ramos para a Supertaça?
"Não, porque a situação foi muito clara, não houve nada para negociar. Se o jogador também quer sair, temos de aceitar e focar nos jogadores que continuam connosco. Para mim, não foi mantê-lo até à Supertaça e depois deixá-lo ir, penso que isso não faria qualquer sentido. Eu acredito nos meus jogadores e creio que não seja bom para um jogador saber que vai sair. Acho que é melhor contar com os jogadores que ainda têm um futuro no Benfica."
Ficar mais um ano seria importante para o crescimento do jogador?
"Eu disse que talvez existisse essa possibilidade de continuar mais um ano para crescer, mas como sabemos o negócio do futebol é assim mesmo, é uma questão de 'timing'. Há sempre interesses pelo meio e quando um clube como o PSG tenta tê-lo com tanto dinheiro, temos de aceitar porque não há armas que o possam manter. Eu aceito porque faz parte do negócio do futebol. Quando és treinador de uma equipa como o Benfica, sabes que existem sempre bons jogadores na formação e que num determinada altura terás de abrir mãos deles. Foi essa a situação. Ele estava preparado para ir para Paris, mas se tivesse ficado também creio que não seria um erro mas temos de aceitar [a sua decisão]."
O que espera do árbitro amanhã e que equipa está mais forte nesta altura?
"Do árbitro sempre o mesmo, que mostre qualidade para um grande jogo, assim como espero dos meus jogadores. É sempre difícil para os árbitros gerir este tipo de jogos. Mas já mostrou no passado que é um bom árbitro, espero que possa fazer o seu melhor. As duas equipas são responsáveis para que seja um jogo justo. As duas equipas mostraram na última temporada um bom futebol, tanto a nível nacional como internacional. Agora? Como poderei saber? Ainda não tive a oportunidade de ver o FC Porto ao vivo. Até agora só jogaram jogos de preparação como nós. Parte do futebol também se faz de sorte, falta de sorte, de erros dos árbitros, de más decisões... A equipa que estiver melhor nos pequenos detalhes levará a melhor amanhã e provavelmente irá ganhar."
As principais dúvidas no onze são no centro da defesa e do ataque?
"Não apenas nessas duas posições. Claro que eu tenho as minhas ideias para o jogo amanhã, mas o principal é encontrar a tática perfeita. Precisamos de um bom equilíbrio entre toda a equipa. Temos de pensar como vamos substituir Gonçalo Ramos e manter a equipa equilibrada. Tenho algo em mente, mas ainda nada a 100%. Ainda temos um treino hoje, tudo pode acontecer. Tento manter sempre todas as possibilidades em aberto até ao último momento. Não tenho de anunciar um onze hoje. Muitas vezes as escolhas também divergem do momento em que os jogadores estão a atravessar. Neste momento não tenho um onze feito na minha cabeça."
Como está o seu português?
"O meu português não é muito bom. Estou a trabalhar nisso."
Início da época passada, com muitas vitórias seguidas
"Cada vitória na época é importante, especialmente no início. Ganhar a um adversário direto seria bom, mas estamos focados em jogar um bom jogo. Ganhar este jogo não tem a ver com estatísticas, mas sim com os 90 minutos em campo. Temos de estar no topo do ponto de vista tático, futebolístico e mental. Temos de estar prontos para um jogo difícil. A nossa abordagem não é ganhar os jogos de seguida, mas encarar os 90 minutos de cada vez", terminou.
Por Record