Jan Vertonghen deixou o Benfica para rumar ao Anderlecht no último mercado de transferências, ainda com um ano de contrato com os encarnados por cumprir. O capitão da seleção belga assumiu à televisão VTM que nada mais lhe custou na vida do que deixar a Luz da forma como o teve de fazer.
"Nunca pensei em sair, nunca. Claro que eu assumi que ia jogar, fosse em jogos europeus, jogos de taça ou devido a castigos e lesões. Mas se és o único jogador no banco, começas a pensar. Mas eu ainda assim queria ficar", deixou claro o central, de 35 anos, que chegou às águias em 2020 após findar contrato com o Tottenham.
Vertonghen diz que "doeu realmente" deixar o Benfica, recordando as 24 horas "desde a situação de permanência no Benfica e a assinatura de contrato com o Anderlecht".
"É realmente uma situação muito bizarra. No dia 31 de agosto, de manhã, o meu representante ligou-me porque o Anderlecht estava interessado. O Anderlecht tinha de saber rápido porque tinha de apresentar a lista para as provas europeias. Isto foi a caminho do treino. Na verdade, eu disse não ao início porque ainda queria ficar no Benfica. 'Eu ligo de volta esta tarde', disse-lhe eu. Entrei no clube e tive outra conversa com o treinador. Eu não quero entrar mais aprofundadamente nela, mas após a conversa eu tive a sensação que não ia ficar", dando conta que estava de saída, para seu pesar.
"Eu estava num mundo completamente diferente, acho que não disse uma palavra. Ficas no campo com lágrimas nos olhos, por assim dizer, porque vês toda a tua estabilidade a desaparecer", recordou o defesa esquerdino.
A parte que mais custou a Vertonghen foi informar os filhos. "Fui para casa levar a notícia e consultar a minha esposa: 'o que devemos fazer?' Enquanto isso, o presidente do Anderlecht já estava a pressionar-me: 'preciso de o saber em duas horas'. Como podes tomar tal decisão? A partir de então, foi tudo num ápice. Por exemplo, estás também preso a uma casa por mais um ano, as crianças que já estão prontas para ir à escola no dia seguinte... Quando eu assumi o compromisso, o Anderlecht disse que eu tinha de embarcar no avião quatro horas depois. Disse que não podia porque queria contar aos meus filhos. Fui buscá-los, coloquei-os à mesa e depois dei-lhes notícia: termina aqui. Isto realmente dói muito. É a decisão mais difícil que tive de tomar como jogador e como pessoa. Normalmente as pessoas dizem: 'tu ganhas dinheiro suficiente, estás a falar do quê?' Mas em momentos como este, o dinheiro não conta realmente. O meu filho estava no avião a chorar no dia do seu aniversário. Ele não queria ir embora", lamentou o experiente jogador.
Por Flávio Miguel SilvaPresidente do Benfica voltou a ser ouvido na Assembleia da República
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