Vasco Botelho da Costa: «Continuamos a cometer alguns erros que nos estão a custar golos sofridos»

Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense
• Foto: Carlos Gonçalves

Vasco Botelho da Costa já fez a antevisão da partida com o Rio Ave. O embate da 22.ª jornada da Liga realiza-se esta segunda-feira, pelas 20h15, em Vila do Conde.

O Moreirense fecha a jornada frente a um adversário que não está no melhor momento…
"Será mais um jogo difícil. É uma equipa que teve muitas mexidas no mercado, que apresenta alguma incerteza sobre o que pode fazer. Em termos de qualidade individual, perderam muitos jogadores, mas também acrescentaram qualidade. O Rio Ave sempre teve um conjunto de individualidades muito forte, não é uma equipa que mude muito em termos táticos. Temos de estar muito alerta, dada a incerteza não é um jogo fácil de preparar. Não apresenta um sistema muito diferente de jogo para jogo, o que nos dá muita confiança. Queremos ser iguais a nós próprios, dar uma boa resposta, com uma mentalidade competitiva muito forre. As condições climatéricas podem influenciar com o decorrer do jogo, queremos entrar muito fortes para poder ter sucesso".

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A inclusão das caras novas no plantel está a decorrer como que desejava?
"Sem sombra de dúvidas. Apesar de termos mexido significativamente, houve muita gente a sair, algumas entradas, essas mexidas também aconteceram com o decorrer da época. Somos uma equipa com uma mentalidade bem vincada, temos mantido a nossa organização durante os jogos. Há situações que dependem dos momentos de forma, de rotinas das relações dentro da equipa, que só conseguimos aprimorar com uma sequência de jogos. O mercado pode ter tirar força momentaneamente, mas foi um passo atrás para dar dois em frente. Vaso transpor essa qualidade para a competição".

O Moreirense vem de duas derrotas, precisa de ser mais eficaz no processo ofensivo?
"Pensando no jogo como um todo, continuamos a cometer alguns erros que nos estão a custar golos sofridos. Vou sempre muito mais aos erros cometidos do que à incapacidade de ser forre do ponto de vista ofensivo. Tem sido esse o ponto que nos tem penalizado mais. Se fomos analisar o jogo como um todo temos estado quase sempre bem, mas aqui e ali temos cometido um erro. Do ponto de vista ofensivo tem a ver um pouco com essas rotinas, mas também com alguma objetividade. São fatores que têm a ver com o crescimento da equipa. Estamos no bom caminho, é importante o mercado ter fechado, estabilizar o plantel. A resposta tem sido boa para conseguirmos voltar às vitórias".

Diogo Travassos foi eleito o melhor jovem de janeiro. Nota especial evolução no crescimento do jogador?
"Primeiro de tudo é um bom jogador e os bons jogadores têm facilidade em adaptar-se ao que possa ser pedido. Conheço o Diogo desde miúdo, lembro-me de ele ser ponta-de-lança nas equipas de futebol 7. Ainda antes de ser lateral, ele foi extremo. Toda esta versatilidade faz com que esteja preparado para dar respostas ao que lhe é pedido. Em primeiro lugar, isso é mérito dele. Depois, procuramos perceber o que podemos tirar dele, tem atacado como extremo, mas tem defendido como lateral dentro das nossa forma de defender. Este prémio é merecido. Se o coletivo não fosse forte, a individualidade não surgiria. Ficamos satisfeitos com os prémios do Diogo Travassos e do Maracás."

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Os erros podem ter a ver com o facto de ser um plantel jovem?
"Acredito sempre que sim, não deixa de ser aprendizagem e experiência. Uma coisa é o nível que jogador tem, outra é que os jogos são sempre dinâmicos. Todos nós podemos preparar-nos para um determinado cenário, sentimos que estamos a fazer as coisas bem feitas, mas se calhar não estamos e erramos. Este crescimento do jogador funciona nesta lógica, por muito que treinemos, alertemos, muitas vezes precisamos de cometer o erro. Às vezes a derrota é importante para termos o verdadeiro alerta sobre o que não foi bem feito. Uma coisa é inserir um ou dois jovens jogadores, mas outra coisa é serem muitos, são muitos jogadores a ter a primeira vez estas experiências. Estamos muito tranquilos com isso porque são estes percalços que vão fazer com que sejamos mais valorizados".

Por Bruno Freitas
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