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O Málaga voltou a pressionar o Sp. Braga no sentido de vender o avançado Ricardo Horta, o que permitiria ao clube espanhol realizar um importante encaixe financeiro, atendendo à percentagem do passe do internacional português que os andaluzes reservam.
"Nós vamos sabendo pelas primeiras páginas dos jornais. Dissemos-lhes que temos um contrato e que, se eles não aceitam a oferta, aplicaremos esse direito. A direção desportiva não trabalha em nada contando com esse dinheiro", afirmou José María Muñoz, administrador judicial do Málaga, citado pelo jornal 'Malaga Hoy', à margem de uma cerimónia realizada ontem.
Vale a pena recordar que, no início de junho, o diretor-desportivo do Málaga, Manolo Gaspar, afirmou a Record que o clube detém 67% dos direitos económicos do jogador bracarense. "O Sp. Braga está obrigado a ouvir propostas e, se não aceitar, terá de pagar ao Málaga um valor correspondente aos 67 por cento da oferta", disse na altura.
No seguimento, António Salvador, presidente dos guerreiros, marcou posição sobre o assunto, em declarações à SIC Notícias: "Recebemos proposta do Benfica que rejeitámos liminarmente, não discutimos nem queremos analisar, porque não queremos negociar o Ricardo. Foram 10 milhões. (...) A percentagem que o Málaga detém? Não interessa aqui, o Sp. Braga quando contratou ao Málaga não pagou um euro por ele, houve sim partilhas de passe que não interessam agora e isso é claro e está nos relatórios e contas, somos uma SAD aberta, está na bolsa, está lá tudo bem claro. Não há nada a pagar, nada a decidir pelo 3.º clube."
Mais recentemente, António Salvador admitiu a Record o que exige para libertar o capitão dos arsenalistas: "Ricardo Horta custa 20 milhões mais jogadores." A 'novela' Ricardo Horta ainda está, portanto, para durar...
Por Record