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O FC Porto entra com ligeira vantagem no clássico com o Benfica, nos quartos de final da Taça de Portugal, afirmou o antigo jogador portista Chaínho.
Em declarações à agência Lusa, o ex-médio considerou que um FC Porto-Benfica está sempre para lá de um jogo normal, mesmo quando integrado numa eliminatória.
"São dois históricos, com muita história de conquistas e muitas disputas pelo caminho. É um dia especial, um jogo que faz Portugal parar e que é sempre para escrever história", sublinhou.
Chaínho explicou que essa excecionalidade se refletia desde logo na preparação, que começava muito antes do apito inicial, porque "logo no primeiro dia de treino, e até no dia de descanso, já se começa a viver o clássico".
Questionado sobre onde se decidem estes encontros, o antigo futebolista rejeitou separar a componente mental da competitiva: "Ganham-se na cabeça e no campo. É preciso talento, qualidade, estar bem fisicamente e mentalmente. A camisola não ganha sozinha, quem ganha são os jogadores e aquilo que fazem no jogo".
O ambiente no Estádio do Dragão foi apontado como um fator adicional a favor dos dragões, com Chaínho a destacar o papel dos adeptos.
"São pessoas apaixonadas pela sua causa e ajudavam-nos muito. Quando os adeptos estavam connosco, tudo se tornava mais fácil. Isso faz parte da identidade do Porto há muitos anos", salientou.
Apesar das mudanças no futebol moderno, o antigo internacional português considerou que a pressão associada a um clássico se mantém inalterada porque "os jogadores passam, o clube continua" e mesmo para as novas gerações "a exigência é a mesma, porque os adeptos querem ganhar títulos e isso nunca desaparece".
Sobre o duelo marcado para quarta-feira, Chaínho apontou o coletivo como principal fator de desequilíbrio, mas reconheceu uma ligeira vantagem ao FC Porto.
"Joga em casa, tem os adeptos e está confiante. Isso dá-lhe algum favoritismo, embora na Taça estes jogos sejam sempre como uma final", advertiu.
Relativamente à ausência do capitão benfiquista Nicolás Otamendi, o antigo médio relativizou o impacto, lembrando que o argentino "é um jogador importante e faz falta, mas o Benfica tem soluções para se adaptar".
Por Lusa