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Quim antevê clássico de nervos fortes e decidido ao detalhe: «É preciso ter cabeça»

Pepê em ação com Dahl no clássico FC Porto-Benfica
• Foto: Lusa

A capacidade de lidar com a pressão e a atenção aos pequenos detalhes vão ser determinantes no FC Porto-Benfica, dos quartos de final da Taça de Portugal (20H45), considerou Quim, antigo guarda-redes do Benfica.

Em declarações à agência Lusa, o ex-internacional português afastou a ideia de um clássico emocionalmente descontrolado, sublinhando antes a importância da lucidez competitiva.

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"São jogos diferentes, mas que valem a passagem à fase seguinte. Há momentos em que é preciso ter cabeça, porque estes jogos decidem-se ao pormenor e a concentração é fundamental", disse.

Para Quim, a margem de decisão reside muitas vezes na capacidade individual, num contexto coletivo altamente equilibrado: "Sabemos que, individualmente, um jogador pode decidir um jogo destes. É isso que faz a diferença quando o equilíbrio é grande".

O antigo guarda-redes, que representou o Benfica entre 2004/05 e 2009/10, recordou que a preparação para um clássico começava logo no primeiro treino da semana, muito influenciada pelo ambiente exterior.

"O pensamento começa logo no início da semana. A imprensa, as pessoas na rua, tudo faz sentir que é um jogo diferente. A vontade de vencer o clássico era muito grande da parte dos sócios", lembrou.

Apesar dessa pressão, Quim defendeu que o jogador não deve entrar em campo condicionado pelo receio do erro, afirmando: "Não se entra a pensar no erro. Quando se pensa demasiado nisso é quando se pode errar mais. A responsabilidade é grande, mas o foco tem de ser fazer o melhor e ajudar o clube a vencer".

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Numa posição particularmente exposta, como a de guardião, o antigo benfiquista destacou o peso da componente mental, destacando que "a mentalidade é muito importante, sobretudo num guarda-redes, que é uma posição difícil de trabalhar e uma das mais exigentes a nível psicológico".

Guarda-redes Quim é reforço

Quim admitiu ainda que os jogadores mais jovens possam sentir de forma mais intensa o impacto de um clássico, mas considerou que a gestão dessa pressão faz parte do percurso: "É natural que as pernas tremam mais, pela responsabilidade e por tudo o que envolve um jogo destes, mas dentro das quatro linhas é preciso abstrair-se do ruído exterior".

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Quanto ao encontro entre FC Porto e Benfica, da próxima quarta-feira, Quim anteviu "um grande espetáculo, um jogo que ninguém quer perder nem ficar eliminado da Taça, lembrando que, muitas vezes, "estes jogos resolvem-se nos pequenos pormenores".

Por Lusa
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