Campeões do Mundo vivem dia inesquecível depois do feito alcançado na Lituânia
O Presidente da República - que já tem um cachecol de Portugal ao pescoço - e a comitiva posam agora para uma fotografia. Depois, Marcelo Rebelo de Sousa tira uma selfie com o telemóvel de Ricardinho...
Ricardinho: "Não tenho o dom da palavra, mas hoje mais do que nunca vou ser o porta-voz deste campeões da Europa e do Mundo. É com enorme orgulho que estamos aqui depois de 2018 e hoje estarmos a ser condecorados outra vez depois de conquistar o Mundo. Permita-me, Sr. Presidente da República, que estas palavras sejam para os meus companheiros: obrigado por tudo o que dão ao nosso país, é um orgulho ser vosso porta-voz, capitão, e como todos puderam comprovar, aqui a liderança comparte-se por todos. Sintam-se orgulhosamente portugueses porque conquistaram o Mundo. Vão ser um exemplo para milhares de crianças e já fomos apelidados de geniais. Permitam-me dizer que para mim, escrevemos o nome de Portugal com letras douradas. Vocês são históricos. Obrigado".
Marcelo Rebelo de Sousa: "Cada português sente isto é uma motivação adicional para praticar esta modalidade. Sente que tem uma oportunidade que não a pode poder. Esta vitória, a somar a outras, são motivadoras para as nossas crianças e jovens."
"É uma modalidade que apela à criatividade. Olhem para os países que têm ganho este Mundial, são indubitavelmente países com muita criatividade no futebol desde sempre. Naquele espaço limitado, com as regras, a criatividade é decisiva, faz a diferença num segundo, num minuto, e apela ao que há de mais talentoso nos jogadores e nas jogadoras."
"Nós somos criativos, talentosos, em muitas modalidades e no futsal. Os portugueses do programa Erasmus que acompanharam na Lituânia, mais os emigrantes, mais os que apoiaram à distância.... Fiquei impressionado porque um neto meu acompanhou em Londres, outro no Dubai e outra no Brasil. Todos acompanhavam e vibravam com este vosso percurso, que não foi fácil."
"Ao longo da história preparámo-nos para vencer os desafios. É aí que se vê a capacidade de resistência psicológica. Correndo todos os minutos até ao prolongamento, nos penáltis."
"O que é facto é que fizemos história. Cada português, sobretudo os mais jovens, sabiam o vosso nome, um por um, e vibravam, com cada lance. Tudo era acompanhado ao minuto e ao segundo, e ganhámos."
"Em nome de todos os portugueses vou condecondecorar-vos por esta vitória de campeões do Mundo."
O Presidente da República deixou também uma palavra especial a Ricardinho. "Merece uma referência porque já era história, já estava na história e decidiu sair da história para fazer mais uma vez história. A carreira estava feita e o tendão não ajudava. Todos passámos a discutir o tendão do Ricardinho como um problema nacional. Veio fazer um bocadinho mais de história e reentrar na história, que também é vossa. Para ele vai um abraço especial, que não é de despedida. Como dizem os brasileiros, até logo. Ele continua presente. Esse é o espírito da federação, ninguém é esquecido, ninguém é deitado fora. Estão na bancada, na equipa técnica, a apoiar"
E seguiu dirigindo-se aos "melhores do Mundo": "Eramos os melhores da Europa, faltava sermos os melhores do Mundo. Hoje somos os melhores do Mundo. Quando somos muito bons somos os melhores do Mundo ou, pelo menos, dos melhores do Mundo. Sempre. No futsal, nas forças armadas destacadas por todos os continentes, nos cientistas, nos trabalhadores, todos nos diversos continentes e temos cada vez mais muito bons. Fiquei muito impressionado porque foi mais ou menos isso que Jorge Braz disse antes da final. Jogámos para o que merecíamos ser campeões do Mundo. Merecemos vencer porque somos dos melhores do mundo. Tinhamos mostrado isso jogo após jogo. Merecíamos. E merecemos e ganhámos"
Marcelo Rebelo de Sousa tomou da palavra e começou por deixar uma aplavra a Fernando Gomes, presidente da FPF. "Está quase a atingir os 10 anos nesta missão e fomos ganhando sucessivamente, ganhando tudo ou quase tudo. Difícil é continuar a ganhar ao ritmo que estamos a ganhar. Uma palavra muito grata pela sua determinação e persistência e amor a Portugal"
Fernando Gomes, presidente da FPF: "Ganhar um Campeonato do Mundo, verdadeiramente global, uma modalidade onde jogam mais de 150 países, é um feito, uma realização que levaremos tempo a entender. Um feito que começa nos pais, que incentivam as crianças a praticar desporto, e que segue nos clubes. O país só viverá mais momentos como o de ontem se tiver a humildade de perceber como alargar a sua base."
"Os problemas das vitórias são mais doces do que os das derrotas. Este grupo de campeões contribuiu para um dos maiores feitos alguma vez alcançado pelo desporto coletivo português."
"Arrancaremos no início de 2022 a fase 3 da Cidade do Futebol, ali irá nascer o Pavilhão Nacional de futsal."
"Uma palavra para o nosso capitão. O Ricardinho teve a pior lesão que um futebolista pode ter. Levou a cabo uma luta solitária, é o melhor jogador de futsal da história, é nosso, continuará nosso e lutará sempre por Portugal. A seu lado teve um grupo que se uniu nos momentos mais sofridos, que foi capaz de esquecer o eu e valorizar o nós."
"O que mudou foi a nossa mentalidade, agora sabemos como ganhar. Ficou para trás a ideia errada do impossível."
"Um agradecimento às centenas de portugueses que levaram estes rapazes ao colo na Lituânia."
Tiago Brandão Rodrigues, o ministro da educação, João Paulo Revelo, secretário de estado da Juventude e Desporto, estão presentes na cerimónia. Marcelo Rebelo de Sousa acaba de chegar.
O autocarro acaba de dar entrada no Palácio de Belém. Na cerimónia, onde Marcelo Rebelo de Sousa vai atribuir à equipa as Insígnias Comendador da Ordem Infante D. Henrique, vão falar Fernando Gomes, presidente da federação, Presidente da República e Ricardinho.
A equipa nacional já está a caminho de Belém, onde vai ser recebida pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Jorge Braz, selecionador nacional: "O nosso patamar é este, agora queremos estar aqui de forma sustentada, contínua. O título de 2018 não podia ser uma questão de momento, queremos estar nas finais e assim podermos alcançar os títulos. Vamos lutar por estar em finais e lutar por títulos."
"Não sou ator, sou honesto e genuíno, mostro o que me vai na alma"
"Esta casa está a habituar-nos a isto. Aquele canto [dos troféus na federação] está a ficar pequeno. O mister [Fenando Santos] sempre disse que é muito bom vir para aqui. A ambição vai continuar alta e com certeza vamos receber outros troféus da federação. Somos todos da mesma família."
"Este grupo foram 17 homens fantásticos, gente de caráter que estabelece um objetivo e que vai com tudo. Queríamos muito trazer a taça.
"Houve muito festejo, muito salto, muita alegria. Não houve palavras. É uma satisfação enorme perceber que temos capacidade para estar a este nível e queremos continuar."
"Quando disse que faltava o clique para sermos campeões do Mundo, sempre houve trabalho de qualidade. Esse crescimento permite-nos ter jovens atrevidos, que acreditam no nosso trabalho. Esse clique não se dá num momento, mas sim num processo de trabalho."
"O Bebé é exemplo de vida. O Ricardo passou o que passou, sei o que passou desde a operação. O cuidado que todos tiveram nas férias... Quando se quer muito atinge-se."
"Vou confessar uma coisa: falei no grupo que se passássemos nos quartos íamos ser campeões do Mundo. Quando acreditamos muito é difícil de contrariar. Acreditámos que era possível, um marco histórico, fizemos história, ainda não estamos em nós. A pergunta é: o que é que acabámos de fazer? Vamos continuar a trabalhar para conseguir ter mais resultados".
"No fim do jogo fui atropelado pelo Ricardinho, nem sabia o que tinha acontecido. Quando dei por mim, a buzina tocou e o Ricardo a cair em cima de mim"
"Um dos grandes obreiros do título? Somos 17 grandes obreiros, mais o staff, o público fantástico. Não olho para a individualidade, mas para o coletivo, todos com espírito queríamos ganhar"
Não sou muito de promessas, mas o Erick, o Matos devem ter feito alguma e espero que cumpram. Voltámos a tocar no céu"
"Quando ia a caminho do jogo só pensava que queria fazer uma grande jogo, o golo é um extra. Coube-me o mim marcar, mas o mais importante é Portugal ter vencido. O que fica para a história é Portugal ter vencido".
"Se é o título mais saboroso? Não consigo escolher... Ganhar a Champions é brutal, o Europeu e o Mundial é brutal... Não faço ideia do que estou a sentir agora"
Ricardinho: "Foi um andar para trás no filme de há 6 meses, ter tomado a decisão de me operar, para poder jogar o meu último Mundial. Sabíamos que ia ser no limite, ia ser uma recuperação muito difícil. Parece que o Homem lá em cima tinha uma coisa guardada para nós. Lutámos e está aqui a taça connosco."
"Toda a gente sabe que a nossa Seleção de futebol é a nossa fonte de inspiração. Ganhámos o Mundial, foi tocar mais uma vez o céu e espero que consigamos nós agora inspirar a seleção de futebol."
"Quando ouvia o hino, quando comecei a sentir na pele tudo o que tive de passar para poder estar com os meus companheiros neste momento, não consegui conter a emoção, vim o caminho todo a chorar até ao pavilhão, mas foi o culminar de um estágio, de uma preparação brutal. Conseguimos da melhor maneira possível."
"Os títulos individuais numa modalidade coletiva não devem ser levados a sério, vai ser sempre a opinião de cada um."
"Uma palavra para o Naná e para o André Lima, foram, dos primeiros a abrir caminho para termos condições para irmos atrás de recordes e ajudar a seleção. Seria muito triste estar a falar de coisas depois de um feito destes. O que quero dizer é que estou orgulhoso desta Seleção, somos campeões da Europa e do Mundo, isso é um mérito incrível."
João Matos: "Ainda não estamos bem cientes do que conquistamos e da grandiosidade deste feito para o futsal e para o desporto nacional. São emoções fortes, nenhum de nós tem noção do feito que conseguiu."
"No jogo com Argentina eu estava muito tranquilo. Fomos estrategicamente muito inteligentes, soubemos sofrer e a partir do momento em que no jogo com a Espanha a bola vai ao poste e não entra, fez-nos lembrar a Eslovénia, a estrelinha estava lá. Fizemos depois um grande jogo com a Argentina e merecemos este troféu."
Bebé: "São muitas emoções, no jogo só queríamos que o tempo corresse e o tempo estava sistematicamente a parar. Aquela bola que no último segundo vai ao poste... Depois pensei, este título já não nos escapa. O objetivo foi cumprido."
"Foi um momento complicado depois de ter saído do Benfica, onde passei 11 anos. Ir para uma realidade nova, mas para um clube (Leões de Porto Salvo) que me recebeu muito bem. Sabia que o nível ia baixar um bocadinho e que tinha de lutar contra isso. Foram momentos em que acordava às 6H30 para ir treinar, depois ir trabalhar durante o dia, e voltar a treinar durante a noite, fazer isto sistematicamente. A verdade é que sou o único jogador não profissional destes 17 guerreiros, e para mim tem um sabor muito especial".
Os jogadores dançam ao som dos 'Xutos & Pontapés' e da música 'A Minha Casinha' na sala dos troféus.
Os jogadores dirigem-se para a zona onde vão deixar o troféu, junto a outros conquistados pela federação. O selecionador Fernando Santos, membros da equipa técnica da Seleção principal de futebol, dirigentes e até o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isatino Morais, acompanham o momento.
Os jogadores acabam de chegar à Cidade do Futebol.
João Matos: «"Já houve lágrimas, mal peguei nos miúdos... Mas sou assim, um coração mole. Foram dois meses muito duros, fomos a casa 3 ou 4 vezes, sabíamos que ia ser um processo muito duro e longo, mas o esforço é isto. Agora temos de voltar à realidade, matar saudades dos que mais amamos. Ausentamo-nos por recompensas como esta. Só iremos ter noção de tudo isto quando perdermos estes títulos ou quando nos retirarmos e pensarmos que fomos donos e senhores do Mundo. Não há noção da grandiosidade, do que é ser campeão do Mundo. Estamos todos com uma direta em cima e sem muita noção do que é ser campeão do Mundo."
Fábio Cecílio: "Estou um bocadinho sem voz... É um sentimento de felicidade. Ontem fui o rei da pista, mas estamos de parabéns. Estamos muito felizes por isto. Toda a gente queria isto, tem muito simbolismo para nós, foi uma conquista que todos queriam e mercemos, pelo trajeto que fizemos."
No interior do autocarro Ricardinho não larga o troféu, limpa-o e admira-o. O jogador não se cansa de o adorar...
"Fantástico, fantástico. Obrigada a todos os portugueses. Dedico (a taça) a todos os portugueses, ao nosso país", afirmou Jorge Braz, em declarações à SportTV.
O autocarro acaba de sair do aeroporto, os adeptos cantam "campeões, campeões, nós somos campeões!"
A equipa já está no autocarro, que dentro de instantes vai colocar-se em marcha, rumo à Cidade do Futebol. No exterior muitos adeptos aproveitam para tirar as últimas fotos dos craques.
À tarde, por volta das 15h00, a Seleção será recebida pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Os jogadores contactam com os adeptos, tiram fotos, dão autógrafos e reencontram familiares.
A comitiva está agora no autocarro; no exterior do aeroporto centenas de pessoas esperam para ver os heróis.
Ricardinho foi o primeiro a sair do avião, com a taça na mão, seguido pelo treinador Jorge Braz a seguir. A equipa posou na escada do avião para uma fotografia e foi aplaudida pelos funcionários do aeroporto.
A Seleção Nacional de futsal, que domingo se sagrou pela primeira vez campeã do Mundo, na Lituânia, chegou ao início da tarde desta segunda-feira a Lisboa. O avião foi acompanhado por dois caças da Força Aérea assim que entrou em território nacional.
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