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Francisco Neto: «Não fomos Portugal»

• Foto: Ricardo Nascimento

O Selecionador Nacional de futebol feminino, Francisco Neto, reconhece não haver "muito a dizer", após a derrota consentida por Portugal (0-6), frente à Dinamarca, em encontro da 2.ª jornada do Grupo 1 da Algarve Cup.

"Não fomos Portugal, não fomos aquilo que costumávamos ser, cometemos erros que não costumamos, não é o patamar que queremos, não foi este patamar que nos levou ao Euro e, obviamente, não estamos contentes", começou por lamentar o técnico português, assumindo por inteiro as suas responsabilidades pessoais.

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"Num momento destes, como é óbvio, eu assumo. Esta derrota é do todo, é do coletivo. Temos de refletir, porque este não é o patamar em que queremos estar", reforçou Francisco Neto, confiando que uma derrota tão pesada não deixa marcas para o Campeonato da Europa, que se aproxima a passos largos.

"Ainda estamos a quatro meses. Ainda há muito tempo de trabalho, vamos crescer. Preocupa-nos, porque era algo a que não estávamos habituados. Mais do que o resultado foram os inúmeros erros. Vamos ter de melhorar, esta equipa já apresentou melhor futebol. Vamos conseguir no Euro estar melhores", prometeu o Selecionador Nacional, desvalorizando a 'histórica' superioridade dinamarquesa. 

"Não acho que tenha sido só superioridade da Dinamarca). No primeiro minuto de jogo, já estávamos a perder por um golo. Sabíamos da qualidade da Dinamarca nas bolas paradas e acabámos por sofrer golos de bola parada que já não sofríamos há algum tempo. Isso preocupa-nos. Houve um conjunto de erros que fizeram que o resultado fosse desta dimensão", constatou Neto, salvaguardando a cada momento o brio profissional das futebolistas lusas.

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"Há uma coisa que não posso pegar, que é no caráter delas. Não abdicaram do jogo, algo que no meio do resultado e deste lado mais negativo tenho de enaltecer. A perder por 4-0 aos 30 minutos, não abandonaram o jogo, sempre com orgulho", enalteceu o treinador, como que estabelecendo uma base para começar a preparar um novo futuro.

"Foram 90 minutos de grande trabalho. Elas, com o resultado avolumado, foram dando mais espaços, que também soubemos procurar, mas não fomos equilibrados na perda da bola e permitimos que elas conseguissem contra-ataques perigosos e ainda sofremos um golo assim", concluiu Francisco Neto.

Por Lusa
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