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Jogadores do Vélez acusados de agredir sexualmente uma jornalista: defesa fala em "gangue aberrante"

Foto: Reuters

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Futebolistas estão detidos, a acusação teme fuga e pede a prisão preventiva

Quatro jogadores do Vélez Sarsfield, clube da 1.ª divisão da Argentina, continuam detidos e o ministério público pediu a prisão preventiva, depois de terem sido acusados de agredir sexualmente uma jornalista de 24 anos. São eles o internacional uruguaio Sebastián Sosa, de 37 anos, o paraguaio José Florentin, de 27, e os argentinos Braian Cufré, de 27, e Abiel Osorio, de 21.

Segundo o diário 'Olé', a vítima foi ontem ouvida por videoconferência e referiu os mesmos factos que havia relatado aquando da apresentação da denúncia, a 3 de março último. As medidas de coação serão conhecidas nas próximas horas. 

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De acordo com o relatório, citado pela imprensa argentina, tudo terá acontecido num estágio do Vélez, em Tucumán, um dia depois de um jogo para a Taça da Liga argentina. A jornalista teria sido convidada por Sebastián Sosa a ir ao seu quarto no Hotel Hilton, já depois da meia-noite. Ter-se-iam conhecido através das redes sociais.

Quando lá chegou a vítima constatou que Sosa não se encontrava sozinho, pois também lá estavam Braian Cufré, Abiel Osorio e José Florentín.

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Segundo a denúncia, a jornalista partilhou "umas latas de cerveja" com os jogadores, sendo que também lhe ofereceram outra bebida alcoólica. Depois dos primeiros goles começou a "sentir-se mal, muito enjoada". "Nessa altura decidiu encostar-se numa das camas, sentindo-se entorpecida, e foi então que, sem consentimento algum, foi agredida sexualmente."

As mensagens

A imprensa argentina divulgou as mensagens de WhatsApp que Sebastián Sosa trocou com a jornalista. Depois do sucedido, perto das 6 da manhã, ela perguntou-lhe se um dos intervenientes, o paraguaio José Florentin, tinha usado preservativo, pois estava a pensar tomar a pílula do dia seguinte. O guarda-redes aconselhou-a tomar, mas prometeu confirmar com o companheiro de equipa.

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Mais tarde disse que Florentin estava meio bêbado e que não se lembra "se o usou em todo o momento". "Odeio-o, foi uma merda, isto não se faz nunca a uma mulher. Seba, tens uma filha e o que me fizeram foi muito forte", respondeu a vítima.

A dada altura da conversa, a mulher explicou: "Conheço os meus limites, sei que os impus e nem ele nem o outro pararam", ao que Sosa comentou: "Vi-te cómoda, a passar bem." E o guarda-redes ainda acrescentou:"Passaste um bom momento. E pronto. Não te amargures, não há problema."

Noutra mensagem a mulher mostra-se surpreendida por o uruguaio achar que ela estava a desfrutar da situação. "Surpreende-me que não tenhas visto que estava mal, quando na realidade estava totalmente perdida. Levantei-me e caiu-me sangue nos tornozelos. Depois de tudo o que me fizeram, ainda me deixaram dinheiro."  

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Risco de fuga

A advogada da mulher, Patricia Neme, garante que a justiça tem "elementos suficientes" para justificar a prisão preventiva dos quatro arguidos, pois todos eles têm "meios económicos suficientes" para fugirem do país. E não hesitou em referir-se aos quatro futebolistas como "um gangue aberrante". 

O Vélez, por sua vez, emitiu um comunicado onde anunciou que os contratos de trabalho dos jogadores  "foram suspensos", decretando ainda a instauração de um inquérito interno para apurar os factos. "A postura do clube é clara, estamos à espera que a justiça fale, depois decidiremos o que fazer com eles. Entendemos que as pessoas queiram ver a rescisão dos contratos, mas não é tão fácil assim, porque há leis."

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Por Isabel Dantas
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