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Foi estrela no PSG, no Ajax ou no Fenerbahçe, mas, diz, a "frustração" e a "raiva" que foi sentindo e escondendo debaixo do tapete conduzi-o a uma difícil situação. O holandês Gregory van der Wiel, hoje com 32 anos, anunciou agora que está há cerca de um ano a sofrer de ataques de pânico e ansiedade. Num longo comunicado publicado esta terça-feira na sua página oficial, o lateral conta, na primeira pessoa, a sua angústia. Um testemunho verdadeiramente impressionante.
Leia na íntegra:
"Meus caros,
Quero partilhar convosco um pouco da minha história pessoal e atualizá-los sobre o meu bem-estar. Faço-o em inglês para que todos me compreendam.
Há mais de um ano que estou a lidar com ataques de pânico e ansiedade, algo que começou quando estava descontraído em casa em LA. Naquela altura não percebi o que se estava a passar comigo e pensei que estava a ter um ataque cardíaco. O meu primeiro pensamento foi achar que estava algo mal físicamente. Em conjunto com vários hospitais e médicos analisámos todo o corpo e chagámos à conclusão que estava tudo a funcionar bem. Depois desta confirmação comecei a focar-me no aspeto mental, que ainda estou a trabalhar até agora.
Há várias razões para isto ter acontecido comigo e quero-o partilhar. Como futebolista profissional sempre tive a pressão de mostrar o melhor de mim, não interessa o que estivesse realmente eu a sentir. Sempre pus as minhas emoções de lado e foi algo que construí ao longo dos anos. Frustração, raiva, desilusão, tristeza, pus tudo de lado e continuei com a minha vida e carreira. Dizer 'não quero saber' a nós próprios é mais fácil e foi isso que fiz. Os últimos anos da minha carreira não foram fáceis. Depois de não ter sido feliz em Paris, um ano difícil em Istambul e uns meses maus no Cagliari, o 'estouro' emocional maior deu-se quando fui forçado a deixar o Toronto FC. Depois daquela negatividade toda, finalmente estava a ter um grande ano. Adorava a equipa, as pessoas e a cidade. Imaginava-me a jogar e a viver em Toronto mais 5 ou 6 anos. Depois, do nada, tive de sair por causa de uma discussão com o treinador, um treinador de quem eu gostava muito. Doeu bastante e ainda dói.
Mas continuei com a minha vida, pus isso para o lado e mudei-me para LA. Tentei jogar noutra equipa. Talvez pelo meu antigo treinador em Atlanta, mas nunca mais me ligaram depois de terem mostrado interesse inicialmente. . Depois tentei jogar por outras equipas de LA de borla, mas depois de várias respostas positivas, nunca me voltaram a dizer nada. A minha carreira foi terminando aos poucos. Nessa altura, continuava e não percebia o que é que isso tudo me estava a fazer emocionalmente. Acima de tudo estava o facto de não saber 'o que vem a seguir' na minha vida. Acordar todos os dias e não saber o que fazer estava a matar-me. Passei de uma vida rotinada de treinar todos os dias e jogar todas as semanas a não ter objetivos nenhuns e nenhuma rotina. Seis meses depois, começaram os meus ataques de pânico.
Agora estou de regresso a Amesterdão e estou muito melhor. O amor pelo jogo continua, nunca acabou. É por isso que estou a tentar por tudo regressar aos relvados e tenho muita sorte por um clube estas disposto a ajudar-me. O RKC Waalwijk recebeu-me de braços abertos e ofereceu-se para me ajudar com tudo. Depois de conversas com o treinador e o diretor deixou de ser uma dor de cabeça. Ainda lá não estou mas estou a trabalhar todos os dias para o regresso. Ainda não sei se vai acontecer mas o tempo irá dizê-lo. Não interessa quanto vou ganhar, estou muito grato pela ótima ajuda que estou a receber.
Quis partilhar isto porque é uma parte da vida. Não interessa quem sejas, somos todos humanos e isto pode acontecer a qualquer um. Também vos queria dar conta de como estou. Não foi um ano fácil para mim, mas estou melhor e muito entusiasmado com o que vem aí.
Obrigado,
Gregory van der Wiel"
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