O INTERNACIONAL argentino Hernan Crespo já é jogador da Lazio. Depois de ter cedido Matias Almeyda, a equipa de Eriksson envolveu o português Sérgio Conceição no assunto, entregando ainda três milhões de contos ao Parma, a serem pagos em três anos. O avançado assina por cinco épocas, auferindo um salário da ordem dos 900 mil contos/ano, numa negociação que estabelece um montante recorde mundial de 11,2 milhões de contos, ultrapassando assim Vieri e Batistuta.
Hernan Jorge Crespo nasceu em Florida, arredores de Buenos Aires, a 5 de Julho de 1975. Concentrado com a selecção da Argentina mostrou-se surpreendido. ”Não sei de nada. O meu empresário está nos Estados Unidos, nada assinei e não sei em que ponto estão as negociações”, disse.
Crespo chegou a Parma em 1996, mantendo a condição de temível marcador: em quatro épocas (estreou-se a 20 de Outubro de 96 e perdeu com o Perugia por 1-2) cumpriu 116 jogos no campeonato, marcando 62 golos.
Quanto a Sérgio Conceição – cuja vaga deverá ser preenchida pelo holandês Boudewijn Zenden, que deixa o Barcelona após duas épocas – em declarações à agência Reuters mostrou-se desapontado com a Lazio: ”Acho que merecia mais respeito depois de tudo o que dei à equipa. Ninguém me contactou, não sabia que poderia sair e fico triste por deixar Roma.”
Deixando o FC Porto em 1998, o português foi uma aposta do treinador Sven-Goran Eriksson e conheceu o sucesso, com destaque para o tão desejado quanto sofrido título italiano, a que se juntou a Taça, após vitória sobre o Inter. A Lazio, que não vencia o campeonato desde 1973/74, só na última jornada alcançou o êxito, superando a Juventus face à derrota da equipa de Turim em Perugia. Antes, Conceição ajudou ao triunfo na derradeira edição da Taça das Taças, em 1999.
Com estreia na selecção a 9 de Novembro de 1996 na vitória (1-0) ante a Ucrânia, sob o comando de Artur Jorge, Conceição chegou à fase final do Euro-2000 ansiando pela titularidade. Os três golos à Alemanha conferiram-lhe um lugar na história da competição como um dos poucos autores de “hat-tricks”, ao lado de Dieter Muller, Klaus Allofs, Michel Platini e Marco van Basten.
MILOSEVIC OU PALERMO
Após inúmeros contactos telefónicos entre os líderes de Lazio e Parma, Sergio Cragnotti e Stefano Tanzi, respectivamente, as negociações concluíram-se, embora o acordo tivesse ficado ameaçado com a recusa do chileno Marcelo Salas em abandonar Roma. Gustavo Mascardi, seu representante, foi claro: “Salas não é moeda de troca e deve ficar onde está.”
Agora, próximo do Parma fica o jugoslavo Savo Milosevic, cujo rendimento no Europeu (melhor marcador ao lado de Kluivert, com cinco golos) despertou o interesse de vários clubes. Face à saída de Crespo, o clube de Tanzi coloca Milosevic como alternativa, mas o negócio não está concretizado e o argentino Martin Palermo é outra possibilidade.
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