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O 'New York Times' revela esta quinta-feira numa extensa reportagem que a FIFA e o seu presidente, Gianni Infantino, estavam ao corrente dos planos dos clubes que criaram a Superliga. Isto apesar de Infantino publicamente depois ter condenado o projeto.
Fazendo referência a fontes e documentos consultados, o prestigiado jornal norte-americano explica que Infantino conhecia os planos e que vários subordinados seus mantiveram conversas com alguns dos clubes envolvidos na criação da prova. Os primeiros contactos ter-se-ão iniciado em 2019 e foram levados a cabo por homens da máxima confiança do presidente da FIFA. Matias Grafstrom, braço direito de Infantino e secretário geral-adjunto do organismo, seria um deles.
E que contrapartida receberia a FIFA com o seu apoio? Segundo o jornal em cima da mesa estava a possibilidade de vários fundadores da Superliga participarem no novo Mundial de Clubes que Infantino tinha em perspetiva.
O grupo dissidente procurava apoio ao mais alto nível de modo a garantir que não haveria sanções para os seus jogadores. O jornal adianta que os clubes encontraram em Infantino um interlocutor aberto e compreensivo relativamente à sua causa, e que só depois de garantirem o apoio da FIFA é que recorreram ao banco JP Morgan em busca de apoio financeiro.
Quando se começou a falar na possibilidade de a Superliga avançar, Ceferin, presidente da UEFA, terá entrado logo em contacto com Infantino, para que juntos condenassem o projeto. O líder da UEFA perguntou-lhe diretamente se apoiava a causa e Infantino ter-lhe-á respondido que não. A declaração conjunta dos dois organismos, a condenar a criação da competição, surpreendeu os clubes dissidentes.
Recorde-se que 12 clubes tentaram formar a Superliga Europeia, mas que 9 deles acabaram por ceder à pressão da UEFA e dos adeptos, abandonando depois o projeto.
Real Madrid, Barcelona e Juventus são os clubes que se mantêm firmes, mas que já foram avisados de que poderão não participar nas competições europeias na próxima época.
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