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E A NOITE até começou tão bem, com milhares de angolanos em festa nas bancadas de Alvalade, cantando o seu hino com fervor e não deixando, também, de entoar "A Portuguesa" em comunhão com os adeptos lusitanos. Depois, estavam decorridos apenas 47 segundos, a magia africana começou na direita em Mantorras e só acabou com a bola no fundo das redes de Ricardo, impelida por um remate certeiro de Mendonça. Foi o delírio angolano e o sonho de ganhar, em Lisboa, a Portugal a ganhar forma.
A intensidade emocional que rodeava esta partida já era grande e nesse momento subiu a patamares perigosos. Que viriam a vitimar a selecção africana. No afã de segurar a vantagem, os forasteiros perderam a cabeça, confundiram virilidade com violência e protagonizaram alguns momentos terríveis, em que os jogadores portugueses ficaram, realmente, em risco.
O primeiro lance polémico aconteceu aos 13 minutos, entre Pauleta e Asha e o árbitro – e bem – tentou resolver a situação com um amarelo para cada lado. Mas a primeira expulsão, logo aos 16 minutos, de Asha, depois de uma entrada "com tudo" do lateral-esquerdo angolano, incendiou os espíritos dos africanos, que não aceitaram, aos 24 minutos, um "penalty" tão justo quanto desnecessário, de Neto sobre Pauleta.
Figo empatou e Wilson, que estava a ser o melhor dos angolanos, protestou com árbitro até ser expulso. Dois minutos volvidos era Franklim a ver o vermelho, após uma entrada terrível sobre João Pinto. O jogador do Sporting teve muita sorte e não ver a sua carreira, naquele instante, terminada. Com oito jogadores e algumas rábulas vindas do banco no sentido do abandono do campo, Angola estava perdida. Portugal, por seu turno, não estava melhor. O teste que Oliveira buscava não tinha qualquer condição de se realizar e, de facto, a forma como a generalidade dos jogadores de Angola disputava a bola colocava em sério risco a integridade física dos jogadores das "quinas".
Ficará por saber, se vale ou não a pena insistir em três centrais, ficará, também, por saber, se é desta forma que melhor rendimento se tira de Figo e da coabitação de Nuno Gomes e Pauleta. Foi uma oportunidade perdida para treinar, foi uma partida que deixa marcas nas pernas dos jogadores da selecção nacional, mas também muitas marcas em quem viu, ao vivo ou na televisão, como Angola, num ápice, passou do sonho ao pesadelo.
Com as competições europeias de clubes no auge, a maior parte dos jogadores portugueses encarou este jogo de forma séria, mas seguramente sem o entusiasmo dos seus adversários. E que pena foi que tantos e tantos futebolistas que estão ou estiveram no nosso futebol tivessem desperdiçado esta oportunidade de brilhar a um nível superior àquele a que normalmente se exibem. A intensidade psicológica associada a este encontro, que acabou por fazer "saltar a tampa" aos angolanos, pode explicar razões. Mas, por mais que se tente, dificilmente são desculpáveis algumas atitudes, entre colegas de profissão, que podiam ter acabado com a carreira de João Pinto ou Luís Figo.
Mas, para que a tragicomédia fosse completa era preciso ainda que o jogo não acabasse, Angola, aos 68 minutos, a perder por 5-1 e a jogar com sete elementos, viu Hélder Vicente sair em maca (vá lá saber-se porquê...) e o árbitro deu a função por encerrada. Um daqueles jogos que nem sequer devia ter começado.
Ah, é verdade, na equipa nacional estreou-se Hugo Viana, de 18 anos. Merecia melhor sorte. Porque a brilhante carreira internacional que se lhe adivinha devia ter começado de outra maneira, em festa e não misturada com a vergonha a que se assistiu...
Trabalho coerente do árbitro francês.
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