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Roberto Martínez confiante: «O nosso sonho é chegar a Nova Iorque a 19 de julho»

Roberto Martínez em conferência de imprensa da Seleção Nacional
• Foto: Pedro Ferreira

Roberto Martínez assumiu que Portugal parte para o Mundial com a ambição de conquistar o título. "Chegar a Nova Iorque a19 de julho [dia da final] é o nosso sonho. É isso que está na mente de todos. Precisamos de trabalhar muito e estar preparados para momentos difíceis, mas o sonho da Seleção é esse, lutar contra a história", afirmou o selecionador em entrevista à RTP Notícias, recorrendo à numerologia para reforçar a confiança. "Em 2016 ganhámos o Europeu, em 1966 obtivemos o 3º lugar, a melhor classificação de sempre num Mundial, e em 2006 chegámos às meias-finais. Acredito que 2026 será o momento de Portugal atingir o que merece", afirmou, acrescentando que já planeou a mala e vai levar 8 camisas.

Numa entrevista em que repetiu muitas das ideias que transmitiu na divulgação dos 27 convocados, Martínez destacou que este "é o maior desafio" da sua vida. "Há uma força especial de dar tudo neste Mundial, que é muito exigente. Ganhámos à Alemanha na Alemanha, ganhámos à Espanha. A equipa está preparada para fazer a diferença numa luta contra a história", referiu o espanhol, acrescentando: "Esta nossa geração é fantástica, temos vários capitães de grandes equipas mundiais, há uma enorme capacidade de liderança e experiência."

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Um ponto em que Roberto Martínez insistiu foi alertar para a sensação de o grupo ser fácil. "Nada disso, essa ideia é muito perigosa. O nível de exigência é muito elevado e precisamos de igualar o nível emotivo de quem chega ao Mundial pela primeira vez. O Congo e o Uzbequistão chegam super motivados, enquanto a Colômbia era a melhor equipa dentro do segundo pote, com grandes jogadores como Luis Suárez e Luis Díaz. A dificuldade é enorme", alertou o selecionador.

Depois de repetir as explicações dadas na Cidade do Futebol acerca das opções que tomou, reiterando que as mesmas foram fruto de "um processo muito honesto e responsável", Martínez revelou a hierarquia na baliza. "O Diogo Costa é o número 1. Ser campeão como capitão de uma equipa como o FC Porto ajudou-o a crescer imenso. Depois, para nós o Rui Silva e o José Sá estão ao mesmo nível. Como temos de gerir a carga dos treinos intensos com muita finalização levamos o Ricardo Velho, que mostrou muita energia e vontade de ajudar no estágio", afirmou.

Números de Ronaldo

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O capitão da Seleção foi novamente elogiado pelo selecionador, que recorreu à estatística. "Não há muitos pontas de lança com 25 golos nos últimos 30 jogos na seleção. É um jogador com o último movimento na área, enorme capacidade de finalização, de pressão para condicionar os centrais adversários e abrir espaços para os companheiros. Tem fome de ganhar e foca-se sempre em ser o melhor dentro do espaço da seleção", frisou Martínez.

Em termos individuais, o Selecionador Nacional destacou alguns nomes. "É difícil encontrar um lateral esquerdo melhor do que Nuno Mendes. É muito completo e atravessa o melhor momento da carreira. O PSG está a jogar a um nível fantástico na Champions, com Vitinha e João Neves. O Rúben Neves, apesar de estar num país mais distante, está a crescer imenso e a ter um papel muito importante. O Samu Costa chega com frescura, Matheus Nunes com bastantes minutos numa grande equipa como o City, o Bruno Fernandes conquista todos os títulos individuais na Premier League, onde também brilha o Bernardo Silva. Há que estruturar a liberdade do jogador, com o talento individual a conseguir dar equilíbrio", frisou.

Fado e Diogo Jota

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Na parte final da entrevista, Roberto Martínez recordou um momento trágico. "O acidente de Diogo Jota foi traumático. Tenho um sorriso ao falar dele pela sua força de acreditar naquilo em que podemos sonhar. É uma luz que continua a fazer parte da Seleção e nos dá a responsabilidade de darmos tudo para vencermos o Mundial, como era o sonho dele", frisou o treinador, reiterando que Portugal vai para o Mundial "com 27 mais um".

Depois de se mostrar convicto que o Mundial pode "ajudar a desanuviar a tensão entre os EUA e o Irão", destacando que "o futebol é um meio de união e partilha", Roberto Martínez falou das suas preferências musicais. "Gosto muito de fado, oiço Mariza e Sara Correia. Aliás, há muito de fado no futebol. Aprender a música, bem como a língua e a cultura do país, ajuda-me a perceber melhor os jogadores", referiu, elogiando a "paciência" do professor de português. Quanto aos tempos livres, classificou a sua vida de "muito simples". "Estou com as minhas filhas, a minha esposa e a ver jogos de futebol. Não é um trabalho, é uma paixão", afirmou.

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