Emiliano Martínez pede psicólogos para todos os jogadores: «Há muita gente que fica pelo caminho»

Guarda-redes da Argentina e do Aston Villa deu especial destaque à sua preparação mental

• Foto: Reuters

Emiliano Martínez, guarda-redes do Aston Villa e um dos jogadores envolvidos no polémico Brasil-Argentina do passado domingo que foi interrompido pelas autoridades sanitárias canarinhas, falou ao 'El País' sobre as dificuldades a nível psicológico que um atleta de alta competição vive, dando especial destaque ao seu caso, referindo que começou a recorrer a um psicólogo "há quatro anos". O guardião albiceleste lembrou ainda a conquista da Copa América e garantiu estar "mais contente" por Messi do que por si mesmo.

"O meu sonho desde que comecei a jogar era estar na seleção argentina. Há muita gente que fica pelo caminho porque fica cansada mentalmente. Sempre fui forte, mas é uma coisa na qual se trabalha", começou por dizer, antes de dar um testemunho mais pessoal.

"Comecei a trabalhar com um psicólogo há quatro anos. Ele mudou-me muito. Prepara-me para todos os jogos. São coisas bastante pessoais. Não sei se ele quer que eu traga o seu trabalho cá para fora. Falamos duas ou três vezes por semana antes dos jogos. A minha cabeça está mais focada que nunca, mesmo que ganhe ou que perca. Com as exigências do mundo do futebol, penso que todos os jogadores deveriam ter um psicólogo".

O guardião do Aston Villa condenou também o papel das redes sociais no atual panorama do desporto. "Hoje em dia, é muito fácil alguém enviar uma mensagem a insultar ou a discriminar. Nas redes sociais, encontramos pessoas a ameaçar outras e a pedir para nos retirarmos do futebol. É por isso que necessitas de ter a cabeça levantada e ter objetivos".

Questionado acerca das diferenças na preparação mental para defrontar diferentes equipas, Martínez explicou os contrastes entre os diferentes jogos. "Vejo sempre com o psicólogo o quão fortes os adversários podem ser e o que pode acontecer no jogo. Mas a rotina é sempre igual, seja contra o Crystal Palace, Manchester City ou Watford. Tenho três tipos de preparação: a mental, a rotina para o jogo individual, e outra para o jogo coletivo, para a equipa".

Por fim, o guarda-redes que se transferiu do Arsenal para o Aston Villa em setembro passado, lembrou a conquista da Copa América e a felicidade que sentiu por Messi. "Do fundo do coração, fiquei mais contente por ele do que por mim. Sou argentino. Que argentino é que não quer ver o melhor jogador da história a levantar a Taça? Todo o plantel compreendeu isso. Quando ele estava prestes a levantar o troféu, gritámos todos para ele: 'é o teu dia!'. Agora, vamos tentar ganhar mais títulos. Mas o dia em que o número '10' venceu no Maracanã já está na história. E é para a vida", rematou.

Por Record
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