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R – Um treinador tem de agir consoante o país e o clube em que está a trabalhar ou pode fazer sempre o mesmo, mantendo-se fiel às suas preferências táticas e estéticas, sem atender ao mundo que o rodeia?
JM – Tudo é diferente. A única coisa que para mim é igual é o momento do treino, cujo palco é um campo de futebol com medidas, marcações e número de jogadores iguais. O resto é tudo distinto. E eu, que tenho tido o privilégio de trabalhar em vários países diferentes, sei que um dos principais passos a dar para atingir o êxito é perceber cultural e historicamente o país, o clube, os adversários, o campeonato em que jogamos e definir as características imprescindíveis para que a minha equipa tenha sucesso. É impossível atender só às nossas preferências.
R – Podemos concluir, face ao que fez até ao momento, que o seu estilo identifica-se mais com o que fez em Inglaterra?
JM – Não necessariamente. No Chelsea a equipa praticava um determinado tipo de jogo mas, quando as pessoas queriam conotar-me com ele, respondia sempre que não era o meu tipo de futebol mas aquele com o qual eu achava que podia ganhar a Premiership. E quando agora jogamos no Real Madrid, ganhando muitas vezes com futebol bonito, ofensivo e goleador, muitos dizem-se surpreendidos por verem uma equipa minha jogar desse modo. Não é disso que se trata. O Real é uma equipa minha a jogar em Espanha, enquadrado por uma realidade muito própria, com estes jogadores e num campeonato que exige determinado tipo de características para poder competir com uma superequipa como é o Barcelona. Por isso não vejo onde possa estar a surpresa. O meu tipo de jogo é aquele que me pode dar vitórias e títulos.
R – Se o Real é uma surpresa agradável, pela excelência do futebol que tem exibido com regularidade, o Inter Milão foi muitas vezes uma confirmação desagradável como equipa estrita na proposta e sem qualquer sentido estético...
JM – O Inter Milão foi muito criticado pelo modo como jogava, é verdade. Mas, tal como referi, fazia-o de acordo com a história, com a sensibilidade dos adeptos, respeitando a essência do futebol italiano e as características técnicas, táticas e físicas dos jogadores que possuía – e o meu objetivo, como treinador, teria de ser potenciá-los para que pudessem ganhar a Champions. Não tenho dúvidas de que um dos fatores que mais me enriqueceram culturalmente, como homem e treinador, foi essa possibilidade de ter trabalhado em tantos países diferentes. Aos quais tive de adaptar-me, como fica bem expresso pelo modo como as minhas equipas jogavam.
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