Steve Mandanda, guarda-redes e capitão do Marselha no jogo de ontem em Nice, considerou que a invasão de campo por parte dos adeptos da equipa da casa e os incidentes que se seguiram são "inaceitáveis", pois a segurança dos jogadores foi colocada em causa. Mandanda explicou também, numa entrevista partilhada pelo clube, que não havia condições de segurança para reatar o encontro.
"Ficámos chocados com o que aconteceu. Para nós é inadmissível que os adeptos possam entrar em campo daquela forma", disse o guarda-redes, de 36 anos.
"Já tinham acontecido alguns incidentes, como a garrafa que foi atirada. Depois os adeptos entraram e isso é inaceitável. Foi o que eu disse ao delegado. É simples, para nós, jogadores, a nossa segurança deixava de estar garantida. Ficámos em perigo. Foram vários os jogadores agredidos. Quando vemos 500 ou 1000 adeptos entrarem assim em campo para nos atacar, é algo que não podemos tolerar. Por todas estas razões, não voltámos ao campo, não nos sentíamos seguros", acrescentou.
O guarda-redes contou que o árbitro da partida, Benoît Bastien, partilhou a opinião dos jogadores do Marselha. "Ele concordou connosco, também sentiu que não havia segurança. O delegado dizia que havia polícia, que era possível, mas eu disse-lhe que depois do que tínhamos vivido no campo, já não podíamos voltar. Para nós a segurança era o mais importante e nós não nos sentíamos seguros."