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Em silêncio desde a pesada e triste noite de 30 de novembro, em que foi um dos principais alvos da fúria dos 400 adeptos do Nice que fizeram uma espera à equipa, após a derrota (3-1) frente ao Lorient, a sexta consecutiva, Jérémie Boga veio a terreiro falar pela primeira vez sobre o sucedido. O avançado costa-marfinense de 29 anos, que foi insultado e agredido pelos ultras do emblema francês e que beneficiou de dois meses de baixa médica após apresentar queixa - juntamente com o colega Moffi, que reforçou o FC Porto no mercado de inverno -, deixou o clube e mudou-se para a Juventus em janeiro, dando conta de como ultrapassou o caminho das pedras até ser salvo, como diz, pela vecchia signora.
"Estou grato todas as manhãs por estar aqui, depois do que aconteceu em Nice. Não liguei para ninguém antes de assinar porque queria que tudo corresse bem. Como viram, aconteceram muitas coisas com os adeptos. Foi um período difícil para mim e para a minha família: ainda não posso entrar em detalhes, fiquei preso em casa durante dois meses apenas com o meu treinador e a minha mulher. Foi difícil, mas estou feliz por ter saído dessa situação", referiu Boga, numa entrevista à DAZN Itália, acrescentando:
"Na primeira semana, perdi alguns quilos porque não comia muito, e a minha família também estava um pouco preocupada. A Juventus salvou-me um pouco? Sim, eles salvaram-me: para mim, foi como uma bênção. Estive fora da equipa durante dois meses e agora estou na Juventus. É um sonho para mim, tenho de provar em cada treino e em cada jogo a sorte que tive."
Emprestado à Juventus até ao final da temporada, num negócio que contempla uma opção de compra de 5 milhões de euros, Jérémie Boga já se estreou pela formação de Turim, contabilizando uma assistência em dois jogos.
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