A paixão nasceu pela mão do tio e do avô, que antes já tinham tentado "converter" o irmão de Diogo Lopes ao clube do Bessa. A irredutibilidade do pai em "aceitar" fez o processo de conversão adiar-se por alguns anos – seis, para sermos mais exatos –, mas a semente boavisteira lá continuou na família. E bem viva!
"O meu irmão mais velho, por volta dos cinco anos, já dizia que era boavisteiro. O meu pai na altura chateou-se com o meu tio, que é meu padrinho também, e disse-lhe 'pára lá com isso. Este é o meu primeiro filho, esquece, tira essa ideia da cabeça. Se eu voltar a ter outro filho, dás-lhe tu a injeção'." Dito e feito. "Vim eu ao mundo, seis anos depois, e foi o meu avô e o meu tio que sempre me trouxeram ao Bessa. Foram alimentando o bichinho e hoje sou boavisteiro ferrenho", admitiu o adepto do emblema axadrezado, que se assume grato ao clube por todos os ensinamentos que lhe foram passados devido a essa paixão.
"Sinto que o Boavista mudou muito a minha maneira de ser, a minha personalidade. A capacidade de abnegação e de sofrer, os sacrifícios, o não virar a cara à luta. Eu sou um bocadinho assim e sinto que o devo muito ao Boavista, é uma cultura própria do nosso clube", confessa.
És mesmo boavisteiro?Quando Diogo ainda era um miúdo, o processo de conversão ao Boavista teve um momento marcante quando o avô decidiu dar-lhe uma camisola do clube. Ali, naquele momento, Diogo Lopes teve contacto com a primeira camisola, que durante anos lhe valeu um tratamento muito especial na escola e também uma eterna... pergunta. "Fazia sempre as aulas de Educação Física com ela, tanto é que, a certa altura, deixei de ser o Diogo e passei a ser o 'boavisteiro'. Todos me perguntavam 'és mesmo boavisteiro a 100%?' e eu dizia que sim", frisa.
De resto, a camisola dada pelo seu avô não vai ficar por aqui. Nos desejos de Diogo está uma transmissão deste amor para a geração futura. "[A camisola] tem um significado especial para mim, até que há uns anos pensei 'esta camisola está aqui guardada e não está aqui por acaso'. Um dia, o sonho que tenho é poder dá-la a um filho meu. Dizer-lhe 'olha, esta camisola foi o teu pai que vestiu, foi o teu bisavô que me deu e agora é tua. Usa e ama a camisola'."
Um amor à camisola que, explica, é algo que "une muito os boavisteiros", especialmente "por causa dos anos menos bons que o Boavista passou", nomeadamente a despromoção à 2.ª Divisão B. "Na altura, vínhamos ao Bessa sem saber com quem o Boavista ia jogar, não sabíamos o nome de todos os jogadores mas o que nos interessava era ver estas camisolas em campo", explica.
Quando o Bessa se levantou para aplaudir
Na memória de Diogo está um duelo com o Nacional, numa altura em que, admite o próprio, o "Boavista jogava um futebol pobre". "O estádio estava com um ambiente frouxo. Eu estava na bancada nascente, miudinho, e lembro-me de soltar um grito: 'Força Boavista do meu coração!' Ecoou pelo estádio todo e de repente vejo todos os adeptos presentes ao lado a olhar para mim e a bater palmas", recordou.
João Monteiro, Portimonense SC
Márcio Teixeira, Moreirense FC
Joaquim Vareiro, Rio Ave FC
Ana Fernandes, CF Os Belenenses
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