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Gil Vicente bate 20 milhões de receita no inverno, Rio Ave e Famalicão acima dos 10 ME

Pablo Felipe saiu do Gil Vicente a troco de 23 milhões de euros
• Foto: Tony Dias/Movephoto

Gil Vicente, Rio Ave e Famalicão foram os clubes da Liga Betclic com maior receita na janela de transferências de inverno, que fechou na segunda-feira e teve poucas saídas nos três grandes.

Impulsionados pela melhor primeira volta da sua história no campeonato, os barcelenses valorizaram ativos e ultrapassaram os 20 milhões de euros (ME) nas vendas do avançado luso-brasileiro Pablo Felipe aos ingleses do West Ham, treinados pelo português Nuno Espírito Santo, e do guarda-redes Andrew ao campeão sul-americano e brasileiro Flamengo.

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Pablo custou cerca de 23 ME fixos aos londrinos e protagonizou a maior transação da Liga no segundo período de inscrições de 2025/26, iniciado na viragem do ano civil, tornando-se mesmo o quinto jogador mais caro a sair para o estrangeiro sem intromissão de Benfica, FC Porto e Sporting, atrás de Shoya Nakajima, Roger Fernandes, Vitinha e Francisco Trincão.

Já depois de Pablo ter batido o recorde de vendas do Gil Vicente, Andrew possibilitou mais 1,5 ME ao quinto classificado da Liga, cuja receita com transações foi perseguida pelo Rio Ave, com 11,75 ME, e pelo Famalicão, com 10 ME.

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André Luiz, alvo do interesse do Benfica, e Clayton, outrora no radar dos 'grandes', rumaram ao Olympiacos por 6,75 e cinco ME, respetivamente, após marcarem 17 dos 22 golos do Rio Ave no campeonato, fortalecendo os elos negociais do Rio Ave com o clube do Pireu, detido pelo grego Evangelos Marinakis, que também é o investidor maioritário da SAD vila-condense.

Outro avançado de saída de Portugal foi Yassir Zabiri, campeão e um dos melhores marcadores do Campeonato do Mundo de sub-20, conquistado por Marrocos em 2025, ao trocar o Famalicão pelo Rennes por 10 ME.

Os minhotos até poderiam ter assegurado mais dinheiro na segunda-feira, mas o médio e capitão Gustavo Sá rejeitou a mudança para o Al Ittihad, do técnico luso Sérgio Conceição, e optou por permanecer no futebol europeu.

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Mais clubes nacionais tiveram altas receitas para as suas realidades, tais como o Estrela da Amadora, do qual partiram Lopes Cabral (Benfica, seis ME) e Oumar Ngom (Lecce, dois ME), e o Alverca, ao libertar Alex Amorim (Génova, oito ME), mediante os valores noticiados na imprensa desportiva.

Os 'grandes' foram comedidos nas vendas, com o Benfica a despedir-se de David Jurásek (Slavia Praga, três ME), que esteve cedido ao Besiktas na primeira metade da temporada, Leandro Santos (Moreirense, 800 mil euros) e Diogo Spencer (Alverca), emprestando Rafael Obrador (Torino).

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O bicampeão nacional Sporting rescindiu com Jeremiah St. Juste, afastado dos treinos da equipa principal 'leonina' desde setembro e agora reforço do Feyenoord, numa janela em que cedeu Alisson Santos (Nápoles, 3,5 ME), Rodrigo Ribeiro (Augsburgo), Biel (Al Taawoun), Rafael Pontelo (Farense) e José Silva (Arouca).

Já o FC Porto, líder da I Liga, viu sair André Franco (Chicago Fire, 650 mil euros) e libertou de forma temporária Ángel Alarcón (Utrecht) e Gabriel Veron (Nacional), ao passo que o Sporting de Braga, que integra sucessivamente o top 4 do campeonato desde 2017/18, vendeu Afonso Patrão (Westerlo, 220 mil euros) e emprestou João Marques (Casa Pia).

Juntando as verbas negociadas do verão, o Sporting embolsou 182,1 ME em 2025/26 e foi o único a bater o seu recorde global de vendas no mesmo exercício, seguido de Benfica (101,7 ME), FC Porto (78,5 ME) e Sporting de Braga (51,02 ME), numa época em que a I Liga amealhou 527,34 ME - 455,86 ME no verão e 71,48 ME no inverno.

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Estes cálculos incluem valores de transferências e taxas de empréstimos fixas, bem como reforço de passes de jogadores, mas não montantes dependentes da concretização de objetivos ou futuras cláusulas obrigatórias de compra - por exemplo, Orkun Kökçü valerá 25 ME ao Benfica em 2026/27, após ter sido cedido ao Besiktas sem qualquer custo.

A segunda e última janela de inscrições de jogadores para 2025/26 fechou em Portugal e nos cinco principais campeonatos europeus, mas o mercado continua ativo em países como Países Baixos, Turquia, Grécia, Áustria, Emirados Árabes Unidos, Roménia, México, Hungria, Suíça, Croácia, Rússia, Polónia, Brasil, China, Argentina, Ucrânia e Estados Unidos.

Por Lusa
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