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Agate de Sousa não escondeu a tristeza com o desfecho da final do salto em comprimento dos Europeus de atletismo Birmingham'2026, a dois centímetros da medalha de bronze e a quatro da vencedora, considerando ser "aborrecido, no mínimo".
Depois do terceiro lugar nos Europeus Roma'2024, Agate de Sousa visava novamente o pódio continental, mas terminou no quarto lugar, com 6,96 metros, da sua terceira tentativa.
"É aborrecido, no mínimo. É aborrecido porque eu acreditava valer muito mais do que eu fiz, mais do que 6,96, tanto é que o salto foi feito com uma técnica que eu não costumo fazer, não é habitual eu saltar daquela maneira, mas eu não sei porque eu não estava a conseguir encaixar o salto", explicou a atleta do Benfica, de 26 anos.
A campeã do mundo em pista curta em Torun'2026 começou a final com 6,84, prosseguiu com um nulo e melhorou para 6,96, então já atrás da italiana Larissa Iapichino, que viria a vencer com 7,00, e da francesa Hilary Kpatcha, terceira com 6,98.
No entanto, Agate de Sousa, que fez nulo no quarto ensaio e não melhorou nos seguintes, com 6,73 e 6,89, ficou fora do pódio com os 6,99 do melhor salto do ano da britânica Jazmin Sawyers, na quarta tentativa, avançando diretamente para a prata.
"Agora vou sentar-me com o meu treinador [Mário Aníbal] e perceber o porquê de não ter conseguido saltar. Eu saio feliz porque fazer 6,96 daquela forma dá-me esperança e expectativa para fazer muito mais do que fiz hoje na pista", referiu.
A protagonista do segundo melhor resultado português de sempre na disciplina acabou por ficar a dois centímetros da medalha de bronze, a três da prata e a quatro do ouro, que ficou entregue pela sua melhor marca do ano (7,00, conseguido no sábado, na qualificação) e abaixo do seu recorde pessoal (7,03, ainda como são-tomense).
"Eu não fiquei surpreendida com esta final, vim a contar fazer o meu recorde pessoal, sem pensar em competir diretamente com ninguém. Mas, sim, o nível europeu está um bocado difícil, mas eu acho que tenho lugar ali", concluiu.
A recordista nacional Naide Gomes (7,12) continua a deter os melhores resultados portugueses nesta disciplina, com a prata em Gotemburgo'2006 e Barcelona'2010.
Por Lusa