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Pai da atleta diz que a mulher era "muito solidária" e uma desportista medalhada que terminou com uma morte cruel
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Deixou duas filhas menores e um percurso de dedicação ao atletismo. Rebecca Cheptegei, de 33 anos, morreu esta quinta-feira no hospital depois de quatro dias a lutar pela vida. A maratonista ugandesa foi regada com gasolina pelo namorado Dickson Ndiema Marangach, este domingo, na cidade de Eldoret, no Quénia.
Desde 2010 que Rebecca representava o Uganda nas competições mundiais de cross country, longa distância e maratona, prova onde detinha o recorde nacional.
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Participou no Campeonato Mundial de Cross Country da IAAF e no Campeonato Mundial de Corrida de Montanha. Em 2022, subiu ao primeiro lugar no pódio no Campeonato Mundial de Corrida de Montanha e Trilha em Chiang Mai, na Tailândia. Este ano, participou nos Jogos Olímpicos que tiveram lugar em Paris. Ficou em 44.º lugar na competição vencida pela atleta neerlandesa Sifan Hassan, a 11 de agosto.
Segundo a BBC News, o pai da atleta, Joseph Cheptegei, disse aos meios locais, esta terça-feira, que a maratonista vivia com a irmã e duas filhas de 9 e 11 anos na casa que tinha construído em Endebess, no Quénia, cidade onde treinava e que ficava a 25 quilómetros da fronteira com o Uganda. Joseph afirmou que a filha era "muito solidária" e pediu ao governo do Quénia que garantisse que a justiça fosse feita, acrescentando que nunca tinha visto um ato "tão desumano".
Rebecca Cheptegei teve uma vida marcada pelo atletismo que terminou com uma morte cruel. No domingo, quando regressava da igreja, o namorado Dickson Ndiema Marangach regou-a com gasolina e pegou-lhe fogo à frente das filhas.
A atleta foi encaminhada para o Hospital Universitário e de Referência Moi, onde morreu esta quinta-feira após falência de todos os órgãos. O namorado de Rebecca Cheptegei também deu entrada no hospital, mas com queimaduras menos graves.
"O casal foi ouvido a discutir e [durante o confronto] o namorado foi visto a derramar um líquido na mulher antes de queimá-la", explicou o chefe da polícia local, Jeremiah ole Kosiom. O relatório desenvolvido pelas autoridades descreveu Rebecca Cheptegei e Dickson Ndiema Marangach como "um casal que tinha constantes disputas familiares".
Rebecca Cheptegei é a terceira atleta do sexo feminino a morrer no Quénia desde outubro de 2021. A violência contra as mulheres é uma preocupação no Quénia. Segundo a BBC, em 2022, pelo menos 34% das mulheres disseram ter sofrido violência física, de acordo com uma pesquisa desenvolvida a nível nacional. O ministro do Desporto do Quénia, Kipchumba Murkomen considerou a "tragédia um duro lembrete da necessidade urgente de combater a violência de género".
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