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Anicolor-Campicarn ambiciona conquistar pelo terceiro ano consecutivo a Volta a Portugal: «Assinava hoje por baixo...»

Volta a Portugal
• Foto: Podium

A Anicolor-Campicarn quer conquistar a Volta a Portugal pelo terceiro ano consecutivo, após o bis de Artem Nych em 2024 e 2025, mas sem necessidade de garantir os dois primeiros lugares, como no ano passado.

A equipa sediada em Águeda volta a contar com o russo, de 31 anos, que pode-se tornar o terceiro ciclista a vencer a prova por três anos consecutivos, após Joaquim Agostinho (1970 a 1972) e o espanhol David Blanco (2008 a 2010), e com o francês Alexis Guérin, de 34 anos, segundo da geral em 2025, pelo que admite a sua responsabilidade na 87.ª edição da corrida, que une Lisboa e Porto, entre 5 e 16 de agosto.

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"O nosso maior objetivo é tentar vencer. Sabemos que não é fácil. Não temos como objetivo fazer primeiro e segundo [lugares]. Se me dissessem que ganhava, assinava hoje 'por baixo'. Temos o objetivo de lutar pela vitória, e já não é fácil, mas não podemos descurar a responsabilidade. O Artem [Nych] é um dos candidatos à vitória final", adiantou à Lusa o diretor desportivo, Rúben Pereira.

Para o responsável, a Efapel é a principal concorrente da Anicolor-Campicarn à vitória final, ao incluir, nas suas fileiras, o colombiano Jesús David Peña, quarto da geral em 2025, e Tiago Antunes, quinto, mas Afonso Silva (Team Tavira-Crédito Agrícola), Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar), o espanhol Txomin Juaristi (Euskaltel-Euskadi), segundo da Volta de 2023, e o australiano Zac Marriage (NSN Development Team) também podem correr pela camisola amarela.

Rúben Pereira crê ainda que a presença da UAE Emirates, única WorldTeam na Volta, com "um ritmo totalmente diferente" da equipa de desenvolvimento que participou na Volta ao Alentejo, em março, vai "endurecer a corrida", à procura de vitórias em etapas, e avisa que Adrià Pericas, corredor espanhol de 22 anos, pode "disputar a geral".

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"O que vai estar presente na Volta a Portugal é a equipa World Tour da UAE, que traz o Julius Johansen, o Adrià Pericas, o Luca Giaimi, o Rui Oliveira, o Marcos Freire. É um bloco bastante forte, que tem um corredor para a geral, o Pericas, um excelente trepador", perspetiva.

Embora assuma que o contrarrelógio individual na último dia, como aconteceu entre 2016 e 2025, favorecia a Anicolor-Campicarn, o responsável vinca que é melhor para a corrida a ligação entre Anadia e Águeda, de 17,4 quilómetros, ocorrer a meio da prova, no dia 10, e enaltece o traçado de 1.430 quilómetros, repartido por um prólogo e 10 etapas.

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"O percurso está bem desenhado. É uma Volta muito versátil, que dá oportunidades aos ciclistas mais rápidos, se passarem bem a média montanha. Há dois contrarrelógios. Há chegadas em alto", resume.

Embora considere que a chegada à Senhora da Graça, em 15 de agosto, penúltimo dia, é "um momento importante", até pela inédita dupla subida em Mondim de Basto, por itinerários diferentes, Rúben Pereira salienta que a etapa da Torre é "ligeiramente mais dura" face a anos anteriores, que a derradeira etapa, com "uma chegada perigosa" ao Porto, nunca será de "consagração" e que as chegadas a Sintra e a Albufeira podem dificultar a tarefa dos 'sprinters'.

"Temos uma chegada a Queluz que, teoricamente, seria para os homens rápidos, mas é para os homens que têm de subir minimamente bem, porque tem uma aproximação bastante difícil [à meta]. Temos uma chegada a Albufeira 'enganosa'. Todos os dias são decisivos. Tirando a chegada a Elvas, não há um único dia em que não tenha de se ter atenção. É a única chegada que podemos dizer que é para os homens rápidos", diz.

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O diretor-desportivo da Anicolor-Campicarn dá ainda "um voto de confiança" à empresa espanhola Emesports, que sucede à Podium Events na organização, frisando que o antigo ciclista galego pode estar à altura do "grande evento" que é a Volta a Portugal, até por ter "bastante experiência na organização de provas internacionais", como o Gran Camino, na Galiza.

Anicolor-Campicarn: Artem Nych (Rus), Alexis Guérin (Fra), Rafael Reis (Por), Santiago Mesa (Col), Louis Ferreira (Fra), Enzo Leijnse (Pba) e Carson Miles (Can).

Diretor desportivo: Rúben Pereira.

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Por Lusa
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