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"Sentimento agridoce" não tira ambição a Rui Oliveira: «Mostra que estou no caminho certo»

Ciclista da UAE Emirates aperta o polegar a outro ciclista
• Foto: Igor Martins

Ainda não foi desta que Rui Oliveira conquistou a primeira vitória da carreira em estrada. O português da Emirates ficou em 2.º no prólogo que marcou o arranque da Volta a Portugal, tendo ficado apenas atrás do companheiro Julius Johansen.

"É um sentimento agridoce. Não ganhei, mas perdi para o Julius, que é um colega de equipa e dos melhores do mundo nesta especialidade. Há três semanas nem sabia se ia estar aqui, porque tive uma lesão num pé que me impediu de treinar durante alguns dias. Fiz tudo para respeitar a corrida e as pessoas que me queriam cá. Dignifiquei a equipa e estou feliz. Se ganhasse, estaria mais, claro. Ficar à frente de nomes como o Rafael Reis mostra que estou no caminho  certo", destacou o campeão olímpico do madison em Paris em 2024, realizado por se estrear na Portuguesa enquanto está no auge da carreira.

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"Não há nada como isto. Passo grande parte do ano a ouvir outras línguas lá fora e aqui posso falar português com toda a gente. Ouvir o meu nome do princípio ao fim dá-me uma motivação extra e essa motivação dá-os ainda mais força. Isso vê-se: esta foi das melhores exibições da minha vida. Fiz números acima do que tinha planeado e isso mostra o quão motivado e feliz estou", resumiu o corredor de 29 anos.

Por fim, apontou à vitória na chegada a Queluz, na etapa desta 5.ª feira. "É uma chegada que me favorece, embora haja outros ciclistas muito rápidos. Vamos com humildade e espero estar na luta", rematou, apontando Tomas Contte (Aviludo) e Santiago Mesa (Anicolor) como adversários a manter debaixo de olho.

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Por Pedro Filipe Pinto
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