A Israel Premier Tech entregou este sábado aos ciclistas novas camisolas, sem o nome da equipa, na Volta a Espanha, para evitar manifestantes pró-Palestina que têm protestado à margem da prova, tendo hoje interrompido brevemente a partida.
Após uma semana em que a equipa tem enfrentado os protestos de apoiantes da causa palestiniana, no contexto da ofensiva militar israelita em Gaza, o dono da equipa decidiu entregar uniformes azuis com um 'P' e uma estrela aos ciclistas, em vez da habitual camisola com 'Israel Premier Tech' estampado e bem visível.
Sob pressão de adeptos, do organizador da prova e até do ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha para abandonar a corrida, a equipa mantém-se para não "abrir um precedente perigoso", pretendendo com esta medida "priorizar a segurança dos ciclistas e do pelotão".
Os protestos prosseguiram hoje, com a partida simbólica da 14.ª etapa brevemente interrompida por manifestantes na estrada, com bandeiras palestinianas e faixas alusivas à causa, depois de, na quarta-feira, a chegada a Bilbau ter sido mesmo anulada pela interrupção do percurso do pelotão.
Na sexta-feira, 12 pessoas foram detidas por invadir o percurso a caminho do Angliru, em que venceu o português João Almeida (UAE Emirates), enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, gabou o esforço da equipa em continuar, contra "o ódio e intimidação".
Se a organização da corrida condenou os riscos para a saúde dos ciclistas dos protestos, considerou também que "respeita e defende o direito à manifestação pacífica", com o diretor técnico, Kiko García, a sugerir que esta se retirasse, ou então que a União Ciclista Internacional (UCI) interviesse.
"A certo ponto, alguém terá de decidir se protegemos um evento internacional como é a Vuelta, ou uma equipa", disse, convidando-a a retirar-se para proteger o pelotão, que hoje também foi interrompido, na aproximação à subida final da 13.ª etapa, por manifestantes.
A UCI, que baniu equipas russas e impede ciclistas daquele país de ter bandeira associada devido à invasão da Ucrânia, condenou o incidente, sem apontar para qualquer decisão.
O Governo espanhol reconheceu o Estado da Palestina em 2024.
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