Record - Como é que está essa cabeça em relação aos Jogos Olímpicos, visto que estão quase aí?
Diogo Branquinho – Neste momento estou feliz porque conquistámos dois títulos no FC Porto. Mas ganhar é um vício! Depois de ganharmos, passados uns dias já estamos a traçar o próximo objetivo e queremos conquistar logo mais coisas. É aqui que entram os Jogos. Agora estamos a ter umas férias, um tempo para limpar cabeça e mudar o chip para a Seleção.
R - A sua primeira internacionalização foi contra a Alemanha, curiosamente também foi a estreia do míster Paulo Pereira. Nessa altura achava possível que, cinco anos depois, se estaria a preparar para participar nas Olimpíadas?
DB – Já foi há cinco anos, o tempo passa rápido! Não adivinhávamos, mas tínhamos muita confiança e esperança no que podíamos fazer. Éramos uma Seleção jovem, com qualidade, e ganhámos ainda mais confiança fruto de um grande trabalho dos clubes portugueses. Começámos a fazer boas prestações na qualificação para o Europeu e voltámos, passados tantos anos, a uma fase final de um Campeonato da Europa e do Mundo, que é onde queremos estar.
R - Já sonhou com o que pode acontecer nos Jogos Olímpicos?
DB – Antes de mais, já me imaginei a ir aos Jogos Olímpicos, o que, só por si, é um marco histórico. Se não sabíamos que tínhamos feito a escolha certa de ter apostado no desporto, esta é a confirmação de que foi. Ir aos Jogos é o expoente máximo de um atleta, mas não nos podemos contentar só com o estar lá. Nós não vamos só para marcar presença, vamos para ganhar todos os jogos. O nosso primeiro objetivo é passar a fase de grupos e irmos aos ‘quartos’; depois, tudo pode acontecer nessa fase.
Por Pedro Filipe Pinto