A surfista Yolanda Hopkins mostrou-se bastante confiante na possibilidade de poder vir a tornar-se na primeira mulher portuguesa a qualificar-se para a elite mundial em 2026, um cenário que está "muito perto de ser realidade".
Um dia depois de ter sido eliminada pela australiana India Robinson nas meias-finais do Ericeira Pro, prova das Challenger Series que terminou no domingo na Praia de Ribeira d'Ilhas, ficando no terceiro posto, a olímpica lusa só pensa em "fazer ainda melhor" na próxima etapa, em Saquarema, no Brasil, dentro de quatro dias.
"Demonstrei o que sou capaz e que pertenço ao Championship Tour [o principal circuito mundial]. É isso que estou a apontar, o terceiro lugar é um grande lugar para fazer em casa e espero ir para o Brasil e fazer ainda melhor", começou por dizer Yolanda Hopkins, à agência Lusa.
O objetivo de ser a primeira lusa a chegar à elite da modalidade feminina "está muito perto de ser realidade" e já poderia estar confirmado, caso fosse no ano de 2024.
"Falei com meu treinador hoje de manhã, estávamos a ver os pontos do ano passado e, se fosse no ano passado, já estaria qualificada, mas este campeonato é um bocado diferente. Estou bastante confiante, sempre quis ser a primeira portuguesa a qualificar-me e está muito perto de ser realidade", apontou a atual segunda posicionada (23,375 pontos) do ranking de qualificação para a elite do surf mundial.
Contudo, deixa claro que não pensa "demasiado à frente", pelo que só irá festejar quando "confirmarem mesmo" que está "dentro do CT", no qual ainda tentam marcar presença as compatriotas Francisca Veselko (quarta, com 18,715) e Teresa Bonvalot (oitava, com 14,225), esta última a primeira surfista fora da zona de qualificação.
Quando faltam três campeonatos das 'Challenger Series', "os rankings estão um bocadinho ainda em aberto", segundo Hopkins, que apesar de estar no "top 3 bastante solidificado" com a líder francesa Tya Zebrowski (28,630 pontos) e a australiana Sally Fitzgibbons (terceira, com 20,325), "os restantes lugares estão um bocadinho soltos".
Depois, a atleta natural de Vilamoura, de 27 anos, que garante estar "pronta há muito tempo", falou dos "percalços pelo caminho" que lhe impossibilitaram de atingir, eventualmente, o topo do surf no passado, nomeadamente a pandemia de covid-19 e a morte do pai.
"Acontecia sempre alguma coisa. Acho que fui roubada na minha juventude quando foi a covid-19. Nesse ano estava bastante perto de qualificar-se para o CT, pararam o ano a meio e ficámos um ano e meio sem competir. Voltámos, refizeram os rankings, mudaram e tive de voltar a batalhar. Há dois ou três anos estive muito perto, mas o meu pai acabou por falecer e isso deu cabo da minha performance mental", contou.
Por fim, abordou o momento do surf feminino em Portugal e apontou a razão para estar "muito mais em força", em comparação com a vertente masculina.
"Foi uma virada completa. Antigamente tínhamos os homens em força. Hoje em dia, este ano especialmente, temos a feminino muito mais em força. Não sei o que se passou, mas tínhamos umas batalhas muito boas nos nacionais, fomos para os Europeus e estamos sempre a puxar uma pela outra, não só eu, a Kika [Veselko] e a Teresa [Bonvalot], mas também as gerações mais novas. Acho que é o que está e elevar o nível feminino em Portugal", argumentou.
Yolanda Hopkins procura repetir os feitos de dois surfistas lusos, o pioneiro Tiago Pires, que disputou o circuito mundial durante sete temporadas, entre 2008 e 2014, e Frederico Morais, em cinco, em 2017, 2018, 2021, 2022 e 2024.
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