Frederico Ferreira Silva já tinha estado a contas com uma lesão abdominal que o levou a abdicar do ATP Challenger 100 da semana passada, mas esta terça-feira já se encontrou com as vitórias no Indoor Oeiras Open II, pelo que é o primeiro tenista português a assegurar um lugar nos oitavos de final do ATP Challenger que a Federação Portuguesa de Ténis está a organizar no Complexo de Ténis do Jamor.
O caldense, 265.º do ranking mundial, de 30 anos, tinha do outro lado da rede o boliviano Juan Carlos Prado Angelo (210.º), uma década mais jovem e com o primeiro título challenger no currículo que o português ainda busca. Não obstante, o jogador que integra o Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis saiu vencedor com os parciais de 6-2 e 6-3, em 76 minutos.
“Estou bastante satisfeito, pois não só foi a primeira vitória da época, naquele que foi também o primeiro encontro do ano. Tentei jogar em Glasgow há duas semanas e não consegui, tal como na passada semana. Hoje estou contente porque também me senti bem sempre em campo”, salientou Frederico Ferreira Silva, explicando que lesão abdominal não o impediu de treinar estas semanas. “Gosto mais dos campos outdoor, mas é um sítio em que me sinto confortável a jogar e, especificamente no campo 6, em que joguei hoje, é onde treinamos praticamente todos os dias. Acabou por sentir que mais em casa seria impossível”, contou, animado.
Apesar de mais assertivo no serviço (70% eficácia), Frederico Ferreira Silva não conseguiu salvar os dois pontos de break enfrentados, mas, em compensação converteu seis das 11 oportunidades criadas, o que lhe permitiu contrariar a desvantagem de 0-3 no set inaugural até selar a vitória, com três breaks consecutivos nos jogos de serviço do sul-americano. O caldense registou ainda 14 winners, face aos oito do adversário, mais perdulário nos erros não forçados (38).
Kiko aguarda agora pelo desfecho do embate entre o norte-americano Martin Damm (177.º) e o lituano Vilius Gaubas (129.º e segundo cabeça de série) para saber com quem vai discutir um lugar no quartos de final, no Jamor. “É um jogador que gosta mais de terra batida, é sempre difícil de bater porque é competitivo e põe intensidade boa no jogo, obriga a que sejamos nós a correr riscos, mas fiz boas partidas com ele, ganhou. O favorito é ele, o facto de ser piso rápido pode mudar um ou outro padrão e vamos ser consigo tirar partido disso”, rematou o português.
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