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Presidenciais: Ventura afirma que o querem cancelar; Seguro diz que não é capturável e promete independência

Debate entre André Ventura e António José Seguro
• Foto: Lusa/EPA

O candidato presidencial André Ventura considerou esta terça-feira que os apoios ao seu adversário António José Seguro são uma tentativa para o cancelar, com o candidato apoiado pelo PS a assinalar que até a direita o prefere para Belém.

No único debate entre os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, André Ventura considerou que as personalidades que têm manifestado apoio a António José Seguro não o fazem pelo candidato, mas para o tentar cancelar.

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"É sobre cancelarem-me a mim e cancelarem o projeto de mudança e de rutura com o sistema", defendeu, referindo antigas posições de Cavaco Silva ou Paulo Portas, dois antigos líderes partidários de PSD e CDS-PP, que indicaram que vão votar em Seguro.

O candidato e líder do Chega, que é apoiado pelo partido, alegou também que "este rodopio de supostos apoios a António José Seguro levanta sérias dúvidas sobre se não ficará capturado por estes interesses".

Na resposta, o antigo secretário-geral do PS garantiu que não é capturável e que, se for eleito, exercerá o mandato de Presidente da República com independência.

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António José Seguro considerou também que "todas as pessoas têm o direito a mudar de opinião".

"Se o professor Cavaco Silva mudou de opinião, é naturalmente um ato positivo e que vem apoiar a minha candidatura. Eu fico muito satisfeito que existam pessoas de vários campos políticos que apoiem a minha candidatura, mas não apenas a gente da política", afirmou.

"Devo sobre isso dizer que me sinto muito feliz, percebo que é um embaraço porque o senhor deputado André Ventura apelou a que toda a direita se juntasse a si e eles responderam dizendo-lhe: 'preferimos o António José Seguro'. E não é por uma questão ideológica, eles fizeram-no por uma outra opção, é porque devem ter na Presidência da República alguém que garante a proteção do nosso chão comum e esse chão comum é vivermos em democracia, é vivermos em liberdade, é vivermos com respeito e consideração pelos adversários, é não fazermos desinformação, é não recorremos a métodos que não são métodos democráticos", salientou.

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Os dois candidatos à segunda volta das eleições presidenciais defrontam-se hoje no único debate que os vais colocar frente a frente antes de 08 de fevereiro. O debate decorre no Museu do Design (MUDE), em Lisboa, e é transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI.

Por Lusa
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